Produção menor em 2026 pode elevar preços e reforçar importância econômica na Serra Catarinense
Divulgação
A colheita do pinhão foi oficialmente liberada em Santa Catarina nesta terça-feira, 1º de abril, conforme a lei estadual nº 15.457/2011. A temporada, tradicional nos meses mais frios, representa uma importante fonte de renda para milhares de famílias da Serra Catarinense e também impulsiona a economia regional.
Para 2026, a estimativa da Epagri é de uma produção de cerca de 3,7 mil toneladas, número 32% inferior ao registrado em 2025, quando foram colhidas 5,4 mil toneladas. Apesar da queda, a menor oferta pode favorecer os produtores, com tendência de manutenção ou até aumento no preço do quilo, que no ano passado teve média de R$ 6,44.
A atividade tem forte impacto social: das 34 mil famílias rurais da região, cerca de 10 mil dependem do pinhão como parte da renda. O município de Painel lidera a produção estadual, com previsão de aproximadamente 1,2 mil toneladas nesta safra, além de reunir cerca de 80% das famílias rurais envolvidas na cadeia produtiva.
Além de movimentar a economia, a colheita preserva uma tradição passada entre gerações. Produtores contam com o apoio da Epagri, que oferece orientações técnicas, acesso a políticas públicas e reforça os cuidados com a segurança durante a atividade, considerada de risco devido à coleta em araucárias.
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