Praticante de religião de matriz africana explica sacralização de ave e reforça importância do respeito e da espiritualidade
Divulgação: Redes Sociais/Instagram
Beatriz D’Oyá Nike, praticante de religião de matriz africana em Tubarão, viralizou nas redes sociais ao publicar um vídeo em que realiza um ritual em frente à Penitenciária Masculina da cidade. Nas imagens, ela caminha pela rodovia com uma ave nas mãos e invoca a entidade Exu Destranca-Rua, em um ritual que, segundo ela, tem o objetivo de pedir misericórdia e abertura de caminhos para um cliente preso na unidade.
Em declarações feitas pelo Instagram, Beatriz explicou que antes de ser religiosa é mãe, filha e pessoa, pedindo respeito. Ela destacou que a sacralização de aves faz parte da tradição afro desde 2004 e que é protegida por lei. Segundo ela, nada foi deixado como lixo no local; tudo foi consumido pela natureza e, quando há carne envolvida, é usada para alimentar pessoas carentes.
A religiosa reforçou que a espiritualidade não substitui a necessidade de advogados ou processos legais. “Não é uma varinha mágica. É uma interferência espiritual que não dispensa o advogado, que destranque os documentos, que seja um semiaberto, tornozeleira. Se há crime, tem que pagar”, afirmou. Ela ainda acrescentou que os rituais buscam a misericórdia, lembrando que todos são dignos dela.
O vídeo repercutiu amplamente nas redes, gerando curiosidade e comentários de seguidores.
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