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GERAL
16/06/2026 20h01
Por: Redação

PIB de Santa Catarina cresce mais que o do Brasil e surpreende com força da economia

Estado registra avanço de 2,9% em 12 meses, impulsionado pelos setores de serviços, agropecuária e mercado de trabalho, mantendo desempenho acima da média nacional

Foto: Jonatã Rocha/GovSC

Santa Catarina segue se destacando no cenário econômico nacional. De acordo com o Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais divulgado pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), o Produto Interno Bruto (PIB) catarinense cresceu 2,9% no acumulado dos 12 meses encerrados em março deste ano, superando o avanço de 2% registrado pela economia brasileira no mesmo período.



O desempenho reforça a capacidade do estado de manter crescimento mesmo diante da desaceleração observada na economia nacional e mundial. Os resultados apontam para uma economia diversificada, com destaque para os setores de serviços, agropecuária, comércio e mercado de trabalho.



O setor de serviços foi o principal responsável pelo avanço da economia estadual, com crescimento de 4,1% no acumulado de 12 meses.



Entre os segmentos com melhor desempenho estão:




  • Serviços técnicos e profissionais: alta de 9,6%;

  • Administração pública: crescimento de 8,3%;

  • Serviços de informação: avanço de 5,3%.



Os números demonstram o fortalecimento de atividades ligadas à inovação, tecnologia e serviços especializados, que vêm ganhando espaço na estrutura produtiva catarinense.



Outro destaque do levantamento é o comércio. Enquanto o varejo brasileiro registrou crescimento de apenas 0,2%, Santa Catarina avançou 2,3% no mesmo período.



Com isso, o estado ocupa a quinta posição nacional entre os maiores estados brasileiros em crescimento do setor varejista.



Mesmo diante das mudanças no cenário econômico global, Santa Catarina manteve protagonismo nas exportações de produtos industrializados e agroindustriais.



Neste ano, a China consolidou-se como principal destino das exportações catarinenses. Além disso, países como Japão, México e Países Baixos ampliaram a participação na compra de produtos do estado.



A agropecuária também contribuiu para o crescimento econômico catarinense, avançando 3,1% no acumulado de 12 meses.



O principal destaque foi a pecuária, que cresceu 4,4%, impulsionada pela produção de aves e suínos.



O desempenho reforça a posição de Santa Catarina como uma das principais potências agroindustriais do país e ajudou a manter recordes históricos de faturamento nas exportações de proteínas animais.



Embora alguns segmentos tenham enfrentado dificuldades, a indústria catarinense apresentou desempenho superior ao nacional.



A indústria de alimentos cresceu 4,9%, beneficiada pela força do agronegócio e pelo aumento das exportações. Por outro lado, a fabricação de veículos registrou queda de 17%.



No acumulado dos últimos 12 meses, a indústria de transformação permaneceu estável em Santa Catarina, enquanto no Brasil houve retração de 0,9%.



Entre os fatores que afetaram o setor industrial nacional estão:




  • Juros elevados;

  • Crédito mais restrito;

  • Desaceleração da demanda interna;

  • Tensões geopolíticas internacionais;

  • Volatilidade cambial;

  • Ampliação de barreiras tarifárias no comércio global.


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O mercado de trabalho continua sendo um dos principais diferenciais da economia catarinense. Segundo o secretário de Estado do Planejamento, Arão Josino, Santa Catarina mantém os melhores indicadores do país. “O mercado de trabalho continua sendo um dos principais pilares da economia catarinense. Santa Catarina mantém a menor taxa de desemprego do país, além de apresentar os menores índices de informalidade e subutilização da força de trabalho”, destacou.



No primeiro trimestre de 2026, a força de trabalho catarinense foi estimada em 4,632 milhões de pessoas. Desse total, 97,3% estavam ocupadas.



Na comparação com o mesmo período de 2025, houve aumento de 91 mil pessoas empregadas.



Até abril deste ano, Santa Catarina gerou 63 mil vagas formais de trabalho, alcançando o terceiro maior saldo de empregos do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. A taxa de desemprego ficou em apenas 2,7%, a menor do país. A média nacional foi de 6,1%.



Outro indicador positivo foi o rendimento médio dos trabalhadores catarinenses, que alcançou R$ 4.298, o quarto maior do Brasil e acima da média nacional de R$ 3.722.



Os dados reforçam a capacidade de Santa Catarina de manter crescimento acima da média brasileira por meio de uma economia diversificada, sustentada por serviços, agronegócio, indústria competitiva e um mercado de trabalho aquecido.



O cenário coloca o estado entre os principais motores econômicos do país e demonstra resiliência diante dos desafios enfrentados pela economia nacional e internacional.



 



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Fonte: GovSC
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