Atualização da norma exige identificação e prevenção de riscos psicossociais; especialista destaca que tecnologia pode ajudar organizações a monitorar o bem-estar dos trabalhadores
Divulgação: Portal Hora Hiper
A saúde mental no ambiente de trabalho passou a ganhar ainda mais atenção nas empresas brasileiras após a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A mudança amplia a responsabilidade das organizações na identificação e no controle de riscos psicossociais, como sobrecarga de trabalho, assédio e falta de autonomia, fatores que podem contribuir para o adoecimento mental dos trabalhadores.
Com a nova regra, as empresas precisam mapear esses riscos internamente, avaliar o grau de impacto e adotar medidas para melhorar o ambiente organizacional. As informações também devem ser registradas em relatórios e documentos de segurança do trabalho, o que aumenta o nível de fiscalização e de responsabilidade das organizações em relação à saúde mental dos colaboradores.
A psicóloga e especialista em gestão de pessoas Juliana Mendes explica que a mudança representa um avanço importante na forma como o tema é tratado nas empresas. Segundo ela, ao se tornar uma exigência normativa, a saúde mental passa a receber mais atenção dentro das organizações, o que pode contribuir para ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos.
Nesse cenário, soluções tecnológicas também surgem como aliadas. Plataformas que utilizam análise de dados e inteligência artificial ajudam empresas a acompanhar indicadores de clima organizacional, segurança psicológica e desempenho das equipes. Com essas informações, é possível identificar problemas com mais rapidez e desenvolver ações preventivas que fortaleçam o bem-estar dos trabalhadores e a sustentabilidade das organizações.
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