Mesmo com a revisão, despesas devem crescer cerca de R$ 89 bilhões na comparação com 2026
Divulgação
O governo federal reduziu de R$ 1,223 trilhão para R$ 1,218 trilhão a previsão de gastos da Previdência Social em 2027. A nova estimativa foi apresentada nesta terça-feira (25), durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).
Na prática, a mudança não representa redução no valor das aposentadorias, pensões ou outros benefícios. O governo apenas refez o cálculo de quanto precisará reservar no Orçamento do próximo ano e chegou a um valor R$ 5 bilhões menor que o estimado anteriormente.
Apesar da revisão, as despesas continuarão crescendo. Para 2026, a previsão é de R$ 1,129 trilhão. Isso significa que o gasto deverá aumentar cerca de R$ 89 bilhões, ou 7,92%, no próximo ano.
A maior parte do dinheiro, R$ 1,161 trilhão, será destinada diretamente ao pagamento de aposentadorias, pensões e outros benefícios previdenciários.
O aumento está relacionado principalmente ao crescimento do número de benefícios concedidos e à redução da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Quando mais pedidos são analisados e aprovados, mais pessoas passam a receber os pagamentos. Em junho, a fila chegou a 1,8 milhão de requerimentos, o menor número em 21 meses.
O reajuste dos benefícios também influencia as despesas. A proposta de diretrizes para o Orçamento de 2027 trabalha com uma estimativa inicial de salário mínimo de R$ 1.717. O valor ainda poderá mudar, mas serve de referência para diversos pagamentos previdenciários.
A nova projeção foi aprovada por unanimidade pelo CNPS. Com a redução de R$ 5 bilhões, o governo terá mais espaço para organizar outras despesas na proposta do Orçamento de 2027, que deverá ser enviada ao Congresso Nacional até 31 de agosto. Depois disso, deputados e senadores analisarão o texto.
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