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GERAL
30/11/2025 08h16
Por: Isabel Silva

Expectativa de vida do brasileiro atinge 76,6 anos e bate recorde histórico, aponta IBGE

Dados mostram retomada após pandemia, maior longevidade feminina e avanços em saúde pública

Foto: Ilustrativa/ Envato

A expectativa de vida no Brasil chegou a 76,6 anos em 2024, o maior nível já registrado desde o início da série histórica do IBGE, em 1940. O número representa avanço em relação a 2023, quando o indicador estava em 76,4 anos, e reforça a tendência de recuperação após a queda provocada pela pandemia de covid-19, que reduziu a média para 72,8 anos em 2021.

O estudo mostra que, comparado aos anos 1940, o brasileiro ganhou 31,1 anos de vida. Naquele período, a expectativa ao nascer era de apenas 45,5 anos. A análise por sexo mantém um padrão histórico: as mulheres seguem vivendo mais. Em 2024, elas alcançaram 79,9 anos, enquanto os homens chegaram a 73,3, uma diferença de 6,6 anos. A disparidade é explicada pelo IBGE principalmente pela maior mortalidade masculina em faixas jovens, impulsionada por causas externas como homicídios e acidentes. Na faixa dos 20 aos 24 anos, por exemplo, a chance de um homem não chegar aos 25 anos é 4,1 vezes maior que a de uma mulher.


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A Tábua de Mortalidade também traz reflexos para a Previdência. Uma pessoa que atinge 60 anos em 2024 deve viver, em média, outros 22,6 anos, 20,8 para os homens e 24,2 para as mulheres. Aos 80 anos, a média adicional é de 9,5 anos para elas e 8,3 para eles, números que mais que dobram quando comparados às projeções de 1940.

O levantamento ainda aponta melhora na mortalidade infantil: a taxa caiu para 12,3 mortes por mil nascidos vivos em 2024, frente a 12,5 em 2023. Embora superior ao patamar de 2000, quando estava em 11,4, o índice mostra forte progresso em relação às décadas passadas, em 1940, 146,6 bebês morriam antes de completar 1 ano. Para o IBGE, campanhas de vacinação, pré-natal, ações de nutrição infantil, agentes comunitários, saneamento e aumento da renda e escolaridade explicam a evolução.

O Brasil segue abaixo de países com maior longevidade, como Mônaco, San Marino, Hong Kong, Japão e Coreia do Sul, mas mantém tendência de crescimento gradual, agora retomada após o impacto sanitário de 2020 e 2021.



 



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Fonte: Agência Brasil
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