Moeda americana acumula queda de 10,5% em 2026, enquanto real lidera valorização global entre as principais divisas
Foto: Canva
O dólar fechou esta terça-feira (5) cotado a R$ 4,912, o menor valor em dois anos e três meses, após recuar 1,12% no dia. A última vez que a moeda havia encerrado nesse patamar foi no fim de janeiro de 2024. Com o resultado, o dólar já acumula queda de 10,5% frente ao real em 2026, colocando a moeda brasileira como a mais valorizada entre as 31 divisas mais negociadas no mundo.
O movimento ocorre em um cenário de maior entrada de capital estrangeiro no Brasil, impulsionado por fatores como juros elevados e melhora no apetite global por risco. No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de São Paulo (B3), subiu 0,69%, refletindo a recuperação parcial das perdas recentes. A queda do petróleo no mercado internacional e a divulgação da ata do Copom, sem surpresas, também contribuíram para o desempenho positivo dos ativos brasileiros.
O recuo do dólar está diretamente ligado ao fluxo de dólares para o país, favorecido pelas exportações de petróleo. Mesmo com a recente queda do Brent, que recuou 3,7% e fechou a US$ 110,10, o histórico recente de alta da commodity fortaleceu os termos de troca do Brasil. Esse cenário, aliado à taxa Selic em 14,5% — considerada elevada em comparação aos juros dos Estados Unidos — mantém o país atrativo para operações de carry trade, em que investidores buscam ganhos com a diferença de juros entre economias.
Além disso, o ambiente externo mais favorável a mercados emergentes e a estabilidade do dólar no cenário global também ajudam a explicar a valorização do real. A combinação desses fatores reforça a tendência de fortalecimento da moeda brasileira no curto prazo, mesmo diante de incertezas no cenário internacional.
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