A data homenageia heróis brasileiros na 2ª Guerra; você conhece os quatro pracinhas que dão nome a ruas e avenida em Tubarão?
Imagem gerada por IA
Neste 5 de maio, o Brasil celebra o Dia do Expedicionário, data que exalta a bravura dos soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial. Em Tubarão, a memória desses combatentes permanece viva no cotidiano da população, batizando vias estratégicas que conectam a cidade e contam a história da vitória sobre o fascismo na Europa.
A data marca o regresso triunfal dos primeiros pracinhas ao solo brasileiro em 1945. No Sul de Santa Catarina, o impacto foi profundo. Centenas de jovens deixaram suas famílias para enfrentar o rigoroso inverno italiano e as tropas do Eixo, retornando como símbolos de resistência e patriotismo que moldaram a identidade regional no pós-guerra.
José Pedro Coelho: Do Front à Liderança
Nascido em 1920, José Pedro Coelho é o nome da principal avenida que liga o Centro ao bairro Revoredo. Na Itália, ele serviu na linha de frente, enfrentando as duras condições dos Apeninos. Ao retornar, tornou-se um dos grandes articuladores da Associação dos Veteranos da FEB na região, lutando pelo reconhecimento dos seus companheiros até sua morte, em 1986.
Alcídes Francisco Zanetta: Bravura e Discrição
Natural de Tubarão, Alcídes Francisco Zanetta (1922-1945) atuou como soldado de infantaria em patrulhas de reconhecimento — uma das funções mais perigosas devido às minas terrestres. Hoje, ele dá nome a uma rua importante no Revoredo. A via recebeu recentemente investimentos em infraestrutura, consolidando o nome do expedicionário na malha urbana moderna.
Luiz Antonio Tereza: O Orgulho de Capivari de Baixo
Nascido na localidade de Capivari de Baixo (na época bairro de Tubarão), Luiz Antonio Tereza integrou o contingente que lutou em batalhas decisivas como Monte Castello. Ele enfrentou temperaturas de -20°C nas montanhas italianas. Atualmente, é o patrono de uma rua no bairro Oficinas, área historicamente ligada aos trabalhadores ferroviários da cidade.
Joaquim Anastácio Teixeira: Testemunha da Vitória
Joaquim Anastácio Teixeira serviu no teatro de operações até o final do conflito, participando da histórica rendição da 148ª Divisão de Infantaria Alemã. Como muitos veteranos, ele enfrentou o desafio da reintegração à vida civil após o trauma do combate. Sua memória é preservada através de uma rua no bairro Passo do Gado.
História Viva no Asfalto
Manter esses nomes em logradouros públicos é uma estratégia fundamental de preservação histórica. Segundo historiadores locais, a homenagem transforma o asfalto em um documento vivo. Assim, as novas gerações podem compreender que aqueles que dão nome ao seu endereço foram jovens que lutaram pela democracia global entre 1944 e 1945.
Receba as principais informações do portal em nosso grupo de leitores do WhatsApp. Entre aqui.