Cães e gatos clinicamente saudáveis podem se tornar doadores, ajudando outros animais em situações de emergência
Foto: Divulgação
Os bancos de sangue veterinários, semelhantes aos hemocentros humanos, oferecem a oportunidade para que cães e gatos saudáveis se tornem doadores, contribuindo para salvar vidas de outros animais. Diferentemente da medicina humana, em que há subsídio governamental, esses bancos são privados e operam com cuidados rigorosos de triagem e acompanhamento.
Para participar, os candidatos precisam atender a critérios específicos: cães com idade entre 1 e 8 anos, peso superior a 25 kg e boa saúde clínica; gatos com idade entre 1 e 8 anos, peso acima de 4 kg, clinicamente saudáveis e sem acesso à rua.
“O candidato passa por uma avaliação, onde fazemos uma bateria de exames e algumas perguntas, para avaliar a saúde do doador. O tutor não paga nada para que o pet possa ser doador. Estando tudo certo, o cão ou gato entra no programa de doadores de sangue”, explica a médica veterinária Caroline de Sousa Lopes.
Durante a participação no programa, os animais recebem acompanhamento periódico, além de descontos em procedimentos, se necessário. A coleta é segura e não oferece risco à saúde do doador. Para cães, o procedimento é rápido e indolor, permitindo que o tutor acompanhe toda a doação. Já nos gatos, uma sedação leve é necessária para garantir a segurança do animal.
Os cães podem doar sangue a cada três meses, enquanto os gatos podem repetir a doação a cada quatro meses. O processo inclui, ainda, a tipagem sanguínea do doador, essencial para compatibilidade nas transfusões.
Segundo especialistas, esse tipo de iniciativa não apenas salva vidas, mas também fortalece a conscientização sobre cuidados veterinários e a importância da prevenção de doenças em animais domésticos.
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