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GERAL
20/11/2020 14h48

Dia da Consciência Negra, não há o que comemorar

Presidente do Mocnetu de Tubarão, explica as razões para se refletir na data

O número de denúncias de racismo e injúria racial aumentou 13% em Santa Catarina durante o último ano. Entre janeiro a 30 de outubro de 2020, a Polícia Civil foi procurada 2.281 vezes. No mesmo período de 2019, foram 2.005 casos. Os dados foram disponibilizados pela Delegacia Regional de Joinville, no Norte de Santa Catarina.



Em Tubarão e Laguna, muitas pessoas participam de movimentos negros. Na cidade azul temos o Mocnetu (Movimento Cultural de Conscientização Negra Tubaronense), e a Coordenadoria da Igualdade Étnico- racial, que tratam do assunto. Na cidade juliana temos o movimento negro de Laguna Gangazumba, além do Opemn (Observatório das mulheres negras). 



Alaíde Emília Cardoso Correia, presidente do Mocnetu desde 1997, diz que hoje o dia foi de luto. Para ela, se discute tanto racismo, igualdade e parece que a sociedade retrocede mais do que avança. Ela comentou sobre o caso de ontem no hipermercado Carrefour em Porto Alegre, quando um homem negro foi morto pelos dois seguranças do local.



Alaíde, disse "que o genocídio acontece desde sempre e se pergunta  por quê acontece tanta discriminação com a raça negra? Tudo isso por causa de uma cor de pele? Essa intolerância está cada vez pior, não sei o que falta para as pessoas entenderem que não há diferença. Por muitas vezes perco o sono lembrando desse racismo enraizado”.  



Para ela,  é um dia de reflexão, por que temos muito a avançar. “A diversidade não é respeitada, ninguém é igual a ninguém,  é preciso conviver com essas diferenças, precisamos ser antirracistas e combater o racismo endêmico”, comenta Alaíde.



O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta sexta-feira (20) que "no Brasil não existe racismo". A declaração foi dada ao comentar o caso de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos – homem negro espancado e morto por dois homens brancos em Porto Alegre na noite desta quinta (19).


Mourão classificou a morte como "lamentável" e disse ver um caso de "segurança totalmente despreparada". Questionado pelos jornalistas, repetidas vezes, o vice-presidente negou que o crime possa ter sido motivado por questões raciais.


A presidente do Mocnetu, comentou também a fala de Mourão, “quando o governo não admite racismo, nós não iremos para frente”, comenta Dinha. 


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Casos recentes de racismo em SC:


O mais recente caso, registrado na noite de quinta-feira (19), ocorreu durante uma seminário sobre o Mês da Consciência Negra promovido pelo Instituto Federal Catarinense (IFC) de São Francisco do Sul.


O evento, que discutia a temática racismo, foi invadido por um grupo que começou a projetar imagens de cunho pornográfico e de exaltação ao regime nazista. Além disso, segundo Adalto Aires Parada, diretor IFC, foram proferidas palavras como "macaco".


Por nota, a reitoria afirmou que não aceitará este tipo de ação e que irá buscar todos os meios de responsabilizar os autores. A Polícia Civil informou que vai investigar o caso.



Outros ataques



Em outra agressão virtual, na última terça-feira (16), a primeira vereadora negra de Joinville recebeu ameaça de morte e xingamentos racistas. Além de injúria, o caso é investigado como ameaça, já que postagens nas redes sociais afirmam em “m4t4r el4 [sic] [para] entrar o suplente que é branco”.


Fonte: Redação
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