Número recorde de trabalhadores ocupados e renda em alta impulsionam economia apesar dos juros elevados
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O mercado de trabalho brasileiro encerrou o trimestre até outubro com sinais robustos de recuperação. A taxa de desemprego caiu para 5,4%, o menor patamar desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo IBGE. O resultado confirma a trajetória de redução do desemprego observada ao longo do ano e reforça o aquecimento da atividade econômica, mesmo diante da Selic em 15% ao ano.
O trimestre também registrou marcas inéditas: o país alcançou 102,5 milhões de pessoas ocupadas, maior contingente já medido, e chegou à maior quantidade de trabalhadores com carteira assinada, 39,182 milhões. O total de brasileiros em busca de emprego caiu para 5,91 milhões, o menor número já observado.
O avanço do rendimento médio e a ampliação da ocupação levaram a massa salarial a R$ 357,3 bilhões, um recorde. Entre os dez setores analisados pelo instituto, dois tiveram crescimento da força de trabalho: construção, com aumento de 192 mil trabalhadores, e administração pública e serviços essenciais, que somou mais 252 mil pessoas. A única retração ocorreu no grupo classificado como “outros serviços”.
A informalidade permaneceu estável em 37,8%, mas abaixo do índice registrado no mesmo período de 2024. Já o número de trabalhadores contribuindo para a Previdência atingiu 67,8 milhões, igualando o maior percentual já visto: 66,1% dos ocupados.
Os dados da Pnad foram divulgados um dia após o Caged apontar a criação de 85,1 mil vagas formais em outubro, totalizando 1,35 milhão de postos de trabalho com carteira assinada abertos nos últimos 12 meses, reforçando o cenário de dinamismo do mercado de trabalho brasileiro.
Receba as principais informações do portal em nosso grupo de leitores do WhatsApp. Entre aqui.