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GERAL
26/05/2026 18h35
Por: Redação

Defesa Civil de SC é a única do Brasil a captar imagens de satélite para monitoramento em tempo real

Antena instalada na sede do Cigerd, em Florianópolis, recebe sinal do GOES-19 diretamente do espaço, sem depender de servidores externos ou conexão com a internet

Foto: Divulgação/ SPDC

A Secretaria da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina (SDC/SC) é a única defesa civil estadual do Brasil com antena própria de recepção direta das imagens de satélite.



Com a tecnologia, os meteorologistas do Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd) recebem dados em tempo real do espaço para monitorar as condições meteorológicas e emitir alertas à população. 



A antena foi instalada em maio de 2018, na sede do Cigerd, em Florianópolis, e foi a primeira do tipo a ser instalada no Brasil. Em 2025, o equipamento passou a captar o sinal GRB (GOES Rebroadcast) diretamente do GOES-19, o mais avançado da série.



“Além das imagens do satélite, dos modelos americano e europeu, contamos com os nossos radares próprios, modelos matemáticos e as nossas mais de 170 estações hidrometeorológicas espalhadas em todas as regiões”, destacou o secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Fabiano de Souza.



A tecnologia, junto com os dados fornecidos por radares e estações de superfície, potencializou a qualidade dos modelos meteorológicos de alta resolução, resultando em previsões de curto prazo mais precisas e alertas emitidos com maior antecedência.





Como o satélite ajuda a monitorar o tempo em SC



O satélite GOES-19 orbita a 35.800 km de altitude e transmite continuamente dados para a Terra. A antena da SDC/SC capta esse sinal de forma direta, sem passar por servidores intermediários e sem precisar de internet, e entrega as imagens em tempo real aos meteorologistas da Defesa Civil catarinense. 



Segundo Frederico de Moraes Rudorff, gerente de Monitoramento e Alerta da SDC/SC, o satélite capta 16 faixas de luz diferentes, do visível ao infravermelho, cada uma revelando uma camada distinta da atmosfera. Com isso, os meteorologistas conseguem identificar umidade, temperatura das nuvens e até distinguir neve de nuvem no Planalto Catarinense. O equipamento também monitora a atividade elétrica atmosférica em tempo real e mapeia a umidade em diferentes altitudes, revelando os chamados “rios atmosféricos” que, especialmente em anos de El Niño, alimentam os grandes eventos de chuva no estado.



“A combinação desses canais em composições coloridas (RGB) permite identificar visualmente frentes frias, correntes de jato, massas de ar úmidas e tempestades com potencial de granizo antes mesmo de o radar detectar a precipitação. É essa antecipação que faz a diferença entre um alerta precoce e uma resposta tardia”, explica Rudorff.


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As imagens do satélite não atuam sozinhas. Elas são cruzadas com os dados da rede de quatro radares meteorológicos e das estações hidrometeorológicas para compor a previsão que orienta o envio de alertas por SMS e Cell Broadcast à população.



Os radares estão distribuídos estrategicamente pelo território catarinense. O primeiro foi instalado em Lontras, no Vale do Itajaí, em 2014. Em seguida, vieram o radar do Oeste, em Chapecó, em 2017, e o do Litoral Sul, em Araranguá, em 2018. O mais recente é o do Litoral Norte, instalado em Joinville em 2023.



A rede de monitoramento conta ainda com 172 estações hidrológicas e meteorológicas distribuídas por todas as regiões do estado. As hidrológicas, instaladas junto a rios e cursos d’água, acompanham em tempo real o nível dos rios e o volume de chuva registrado no local.



As meteorológicas monitoram temperatura, umidade, pressão atmosférica, direção e velocidade do vento. Todos os equipamentos fornecem dados com atualização a cada 15 segundos e contam com sistemas de câmeras e alarmes para garantir a confiabilidade das informações.



As informações dos radares e das estações hidrometeorológicas estão disponíveis na Rede Integrada de Monitoramento da SDC/SC e podem ser acessadas por pesquisadores, gestores públicos e pela população em geral, tanto para consulta em tempo real quanto para download.



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Fonte: Redação
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