Com formações em maquiagem e manicure, iniciativa no Presídio Feminino capacita internas para o mercado de trabalho e busca reduzir a reincidência por meio do empreendedorismo
Foto: Divulgação/ Sejuri
O Presídio Feminino de Florianópolis integrou uma estratégia que une dignidade e qualificação profissional. O projeto Meninas de Fibra, voltado às mulheres privadas de liberdade, aposta na capacitação como caminho para promover autonomia financeira e ampliar as perspectivas de reintegração após o cumprimento da pena.
Recentemente, as participantes concluíram o módulo de maquiagem, com 12 horas de carga horária entre teoria e prática. Agora, o projeto inicia a capacitação em manicure tradicional, focando em um setor da economia que apresenta alta demanda e facilidade para o trabalho autônomo.
A proposta do projeto não se limita a ensinar procedimentos estéticos. O diferencial do "Meninas de Fibra" é a formação integral, que inclui postura profissional e atendimento ao público, noções de empreendedorismo, resgate da autoestima e autoconfiança.
Um dos pontos destacados pela direção da unidade é o acompanhamento contínuo. A diretora do presídio, Marina Pamplona, ressalta que o suporte se estende para o período em que as mulheres deixam o sistema.
“O projeto oferece suporte para que elas possam continuar a desenvolver esse trabalho quando estiverem em liberdade. É uma oportunidade real de geração de renda”, afirma.
Ao investir na educação e no trabalho como pilares de ressocialização, a unidade fortalece políticas públicas que visam reduzir a reincidência criminal.
Com novas formações na área da estética já em fase de organização, o projeto pretende diversificar o portfólio de cursos para acompanhar as tendências do mercado de trabalho.
Mais do que a entrega de certificados, o Meninas de Fibra representa, para as internas da Capital, uma ferramenta concreta de reconstrução pessoal e a chance de planejar um futuro baseado no conhecimento e na independência financeira.
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