Durante entrevista, Mariana Furlan Sartor afirmou que a preservação ambiental pode ser conciliada com a regularização de moradias e o desenvolvimento da região
Imagem: Divulgação
A possibilidade de reduzir a área terrestre da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca preocupa ambientalistas e especialistas. Durante entrevista ao Jornal Hora Hiper, da Rádio Hiper FM 93,9, a bióloga e servidora pública Mariana Furlan Sartor criticou o projeto de lei que tramita no Congresso Nacional e propõe retirar cerca de 34 mil hectares da unidade de conservação. Para ela, a medida enfraquece a proteção ambiental sem resolver os problemas enfrentados por moradores da região.
Segundo Mariana, existe um entendimento equivocado de que a APA impede o desenvolvimento e a regularização de imóveis. Ela explica que a unidade de conservação permite atividades econômicas, como comércio, indústria e turismo, desde que ocorram de forma planejada e respeitem o meio ambiente. Além disso, destaca que a área protege não apenas a baleia franca, mas também dunas, restingas e manguezais, ambientes que ajudam a conter a erosão e protegem o litoral.
A bióloga também rebate um dos principais argumentos usados por quem defende a mudança na lei: o de que retirar a área da APA facilitaria a regularização das moradias. De acordo com ela, esse processo depende de ações das prefeituras por meio da Regularização Fundiária Urbana (Reurb), e não da existência da unidade de conservação. "A APA não impede a regularização. É possível garantir o direito à moradia sem abrir mão da proteção ambiental", afirmou.
Mariana ainda alertou que a redução da área protegida pode favorecer ocupações desordenadas e aumentar a pressão sobre regiões ambientalmente sensíveis. Ela defende que o debate seja baseado em informações corretas e afirma que é possível conciliar desenvolvimento, infraestrutura para as comunidades e preservação ambiental. Enquanto o projeto segue em discussão no Congresso, grupos favoráveis à manutenção da APA organizam mobilizações e acompanham a tramitação da proposta.
Confira a entrevista:
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