Conteúdos manipulados com inteligência artificial podem espalhar desinformação, afetar reputações e até configurar crimes
Divulgação
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) fez um alerta sobre o uso de deepfakes durante as eleições de 2026. A tecnologia permite criar ou alterar vídeos, áudios e imagens com inteligência artificial de forma realista, fazendo parecer que uma pessoa disse ou fez algo que nunca aconteceu.
Segundo o MPSC, esse tipo de conteúdo pode ser utilizado para disseminar desinformação, aplicar golpes, atacar reputações e tentar influenciar o debate público e o processo eleitoral. O alerta foi divulgado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Centro de Apoio Operacional da Moralidade Administrativa (CMA).
A orientação é para que os usuários desconfiem de conteúdos surpreendentes, busquem informações em canais oficiais e comparem o material com fontes jornalísticas confiáveis antes de compartilhar. O Ministério Público ressalta que conteúdos falsos podem provocar consequências que ultrapassam o ambiente virtual.
A Justiça Eleitoral proíbe o uso de deepfakes na propaganda eleitoral. Dependendo das circunstâncias, a criação ou divulgação desse tipo de material também pode estar relacionada a crimes como calúnia, difamação, falsa identidade, estelionato, extorsão e denunciação caluniosa.
Situações suspeitas podem ser denunciadas à Ouvidoria do MPSC pelo telefone 127. A recomendação é preservar arquivos, links, mensagens e outros elementos que possam auxiliar na apuração.
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