Brasileiros de 16 a 24 anos somam cerca de 19,2 milhões; Santa Catarina está entre os estados com menor participação dessa faixa etária
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O envelhecimento da população brasileira tem alterado o perfil das pessoas aptas a votar. Entre 2010 e 2026, o número de eleitores com idade entre 16 e 24 anos caiu 22%, segundo levantamento realizado pelo Instituto Nexus, a pedido da Agência Brasil, com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em números absolutos, o país perdeu aproximadamente 5,5 milhões de eleitores nessa faixa etária. Eram 24,7 milhões em 2010, diante de cerca de 19,2 milhões neste ano. No mesmo período, o eleitorado brasileiro aumentou 17%, passando de 135,8 milhões para aproximadamente 158,8 milhões de pessoas. Com isso, a participação dos jovens, que correspondia a 18,2% do total, ficou próxima de 12% em 2026.
Os dados mais recentes do TSE também mostram o crescimento das faixas etárias mais velhas. Entre 2022 e 2026, o eleitorado com 60 anos ou mais passou de 32,8 milhões para 37,4 milhões, alcançando 23,6% do total. Já o grupo de 21 a 34 anos diminuiu de 43,8 milhões para 41 milhões no mesmo período. Entre os eleitores com até 18 anos, a redução foi de aproximadamente 606 mil registros.
A mudança acompanha o envelhecimento da própria população. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de brasileiros com 60 anos ou mais passou de 22 milhões, em 2012, para 34,1 milhões em 2024, um crescimento de 53,3%. Além do aumento da expectativa de vida, a redução do número de nascimentos diminui a participação dos grupos mais jovens na composição populacional.
Santa Catarina aparece entre os estados com menor proporção de eleitores de até 24 anos, com aproximadamente 11%, conforme o levantamento da Nexus. O estado possui 5.725.753 pessoas aptas a votar. Desse total, 45.053 têm 16 ou 17 anos, enquanto 589.010 possuem 70 anos ou mais. A faixa etária com maior concentração no estado é a de 40 a 44 anos, formada por 593.960 eleitores.
Apesar da redução proporcional, os jovens permanecem estratégicos para as campanhas, especialmente em disputas acirradas e nas eleições para deputado. Especialistas avaliam que temas como primeiro emprego, formação profissional, acesso à tecnologia e condições econômicas das famílias tendem a influenciar esse público. O eleitorado jovem, porém, não deve ser tratado como um grupo homogêneo, pois as prioridades também variam conforme a região e o contexto social.
O comparecimento às urnas reforça a importância dessa parcela do eleitorado. No último pleito analisado, 78,5% dos eleitores de 18 a 24 anos participaram do primeiro turno. Entre os jovens de 16 e 17 anos, para os quais o voto é facultativo, o índice chegou a 82,9%, acima da média nacional de 79,1%.
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