Entidade fundada em Laguna reúne pesquisadores e representantes culturais e terá atuação voltada aos 45 municípios da Mesorregião Sul Catarinense
Divulgação
O Sul de Santa Catarina passou a contar com uma nova instituição dedicada à preservação de sua memória e à valorização da identidade regional. O Instituto Histórico e Geográfico do Sul de Santa Catarina (IHGSul) foi oficialmente fundado no último sábado, em Laguna, durante uma solenidade realizada no tradicional Clube Blondin.
A entidade terá como missão pesquisar, preservar, promover e divulgar aspectos relacionados à história, à geografia, à genealogia, à arqueologia, à etnografia e ao patrimônio material e imaterial dos 45 municípios que compõem a Mesorregião Sul Catarinense. A proposta é reunir pesquisadores, instituições e comunidades em torno da conservação e da difusão do legado cultural da região.
Mesmo com os transtornos provocados pela interdição da Ponte Anita Garibaldi, o evento reuniu mais de cem pessoas, entre autoridades, professores, pesquisadores, representantes de instituições culturais e integrantes da sociedade civil. A solenidade foi conduzida pelo Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, com apoio do Instituto CulturAnita.
A programação contou com palestras sobre a formação histórica e cultural de Santa Catarina e do Sul do Brasil. Participaram o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, Luiz Nilton Corrêa; o presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, Miguel Frederico do Espírito Santo; e o jornalista e historiador Moacir Pereira. O público também acompanhou uma apresentação do Grupo de Dança Polonesa Orzel Bialy, da comunidade de Linha Batista, em Criciúma.
Durante a cerimônia, os 38 membros fundadores do IHGSul receberam diplomas e medalhas. Na sequência, foi eleita e empossada a primeira diretoria da instituição, que será presidida por Adilcio Cadorin. A composição conta ainda com representantes de entidades culturais, academias de letras, fundações, instituições de pesquisa e organizações profissionais de diferentes municípios da região.

Ao assumir o cargo, Cadorin destacou que o instituto deverá atuar como um espaço de união entre pesquisadores e instituições comprometidas com a memória regional. Segundo o presidente, a diversidade de povos, tradições e culturas que ajudaram a formar o Sul catarinense representa um patrimônio que precisa ser estudado, preservado e transmitido às próximas gerações.
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