Com a nova certificação, o alho roxo do Planalto Catarinense passa a integrar o grupo de produtos catarinenses que possuem reconhecimento oficial por sua identidade, qualidade e vínculo com a região de origem
Foto: Divulgação/ Epagri
Santa Catarina chegou à marca de 12 Indicações Geográficas (IGs) reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O mais novo registro foi concedido ao alho roxo produzido no Planalto Catarinense, que recebeu a Denominação de Origem (DO), certificação destinada a produtos em que as características e qualidades estão diretamente relacionadas ao território onde são produzidos.
Com a nova certificação, o alho roxo do Planalto Catarinense passa a integrar o grupo de produtos catarinenses que possuem reconhecimento oficial por sua identidade, qualidade e vínculo com a região de origem.
A conquista é resultado de um trabalho coletivo da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), Epagri, em parceria com Cidasc, Sebrae, UFSC e Cooperativa Regional Agropecuária do Meio-Oeste Catarinense (Copar). A Sape é responsável por emitir o documento oficial de delimitação da área geográfica, que é submetido ao INPI.
A Denominação de Origem reconhece que as qualidades do alho roxo da região resultam da combinação de fatores naturais e humanos presentes no território. Estudos apresentados ao INPI demonstram que o produto desenvolve características próprias relacionadas às condições geográficas do Planalto Catarinense, se diferenciando de alhos cultivados em outras regiões brasileiras.
Entre os fatores que contribuem para essas características estão o clima subtropical frio de altitude, a elevada amplitude térmica, a ocorrência frequente de geadas, o fotoperíodo das latitudes meridionais e os solos derivados de basalto.
Essas condições favorecem um desenvolvimento mais lento das plantas e estimulam o acúmulo de compostos responsáveis pela coloração, aroma, pungência e propriedades funcionais do alho.
As pesquisas também apontam que os bulbos produzidos no Planalto Catarinense apresentam coloração roxa mais intensa e maior concentração de compostos voláteis em comparação com amostras cultivadas em outras áreas produtoras do país.
Além das condições naturais, o reconhecimento valoriza o conhecimento acumulado pelos produtores locais ao longo das gerações. Técnicas próprias de seleção clonal, escolha das áreas de cultivo, manejo agrícola, cura e armazenamento contribuem para a identidade do produto. O método tradicional de cura utilizado na região, por exemplo, está associado ao aumento do aroma característico do alho roxo.
De acordo com os estudos que fundamentaram o pedido, materiais genéticos equivalentes cultivados fora da área delimitada não reproduzem plenamente as mesmas características de coloração, intensidade aromática, pungência e composição fitoquímica observadas no Planalto Catarinense, reforçando a ligação entre o produto e seu território de origem.
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