Crescimento de 15,8% em relação ao ano anterior foi puxado por milho, soja, suínos e bovinos; exportações chegaram a US$ 7,9 bilhões
Foto: Divulgação/ Epagri
O agronegócio de Santa Catarina registrou no ano passado o maior Valor da Produção Agropecuária (VPA) de sua história: R$ 75,1 bilhões, crescimento nominal de 15,8% em relação aos R$ 64,8 bilhões de 2024.
Descontada a inflação, o avanço real foi de 12,5%. Os dados constam na 46ª edição da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, publicada pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri no início de junho.
O que puxou o crescimento
Os destaques do ano foram o milho, com alta de 50,5%, e o milho silagem, com 46%. A maçã subiu 34,3%, o tabaco 33%, os bovinos de corte 32,6%, a soja 24,3% e os suínos 20,1%.
A pecuária segue como o maior pilar do setor, respondendo por aproximadamente 60% do VPA total. Os grãos ficaram com 21%. Entre os produtos de maior peso econômico, os suínos lideram com 21,9% do total, seguidos pelos frangos com 15,4%, leite com 11,5%, soja com 9%, tabaco com 6,1% e bovinos com 5,3%.
Exportações em alta
As exportações do agronegócio catarinense somaram US$ 7,9 bilhões. Em janeiro deste ano, Santa Catarina respondeu por 49,4% do volume e 51,7% da receita brasileira das exportações de carne suína, além de 26,4% da receita e 23,1% do volume de carne de frango. Um dos destaques foi o mercado japonês, para onde os embarques de carne suína cresceram 58,1% em quantidade.
Desafios do setor
Nem todos os segmentos acompanharam o crescimento. O arroz e o feijão sofreram com forte queda de preços, assim como a cebola, cujo valor ao produtor recuou 26% em janeiro de 2026.
As exportações de madeira também retraíram diante de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a partir de agosto de 2025. O leite registrou queda de 12% no preço ao produtor no Alto Vale do Rio do Peixe no início do ano, e a tilápia foi pressionada pela redução de preços no mercado.
Por outro lado, a maçã teve umma recuperação de 27,9% na safra 2025/26, com 83,2% da produção concentrada em Lages. O leite também sinalizou reação, com o preço do UHT subindo de R$ 3,30 para R$ 3,42 por litro entre janeiro e fevereiro de 2026.
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