A arma utilizada não foi localizada até o momento
Foto: PCSC
Foi preso nesta terça-feira (3) o suspeito de matar um homem, de 38 anos, na madrugada do dia 22 de fevereiro, em Sangão. A prisão preventiva foi cumprida por volta das 13h, em Criciúma, por policiais da Delegacia de Polícia de Município de Sangão (DPMu) e da Delegacia de Polícia da Comarca de Jaguaruna (DPCo), com apoio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma.
O crime ocorreu por volta da 1h40, em via pública, e envolveu dois vizinhos que mantinham um desentendimento recente por causa de um cachorro. O animal estava sob os cuidados da família da vítima há cerca de um ano, mas o suspeito alegava que o cão havia sido furtado.
Na noite do crime, o investigado acionou a Polícia Militar alegando perturbação da tranquilidade por parte da vítima e familiares. A guarnição esteve no local, mas não constatou nenhuma irregularidade. Em depoimento no inquérito, os policiais relataram que a vítima os atendeu de forma educada e que não havia som alto ou algazarra na residência.
Minutos após a saída da PM, o suspeito saiu de casa armado e efetuou disparos contra o vizinho, que morreu no local.
A investigação aponta que, entre a saída da guarnição e o homicídio, uma familiar da vítima proferiu xingamentos contra o suspeito, fato que foi gravado por ele e integra o inquérito policial. No entanto, não há registro de que a vítima tenha provocado ou instigado o autor no momento dos disparos. Conforme apurado, os dois haviam discutido por mensagens de WhatsApp cerca de cinco horas antes do crime.
Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil relataram que houve discussão e agressões físicas entre mulheres das duas famílias. Em determinado momento, o suspeito, que já estava com a arma em punho desde que saiu de casa, atirou contra o homem de 38 anos, que tentava impedir que ele agredisse sua esposa.
De acordo com os depoimentos, apenas o autor portava arma de fogo no momento do crime.
A arma utilizada não foi localizada até o momento. O suspeito não possuía registro nem porte de arma e já havia sido preso anteriormente por posse ilegal. Em interrogatório, ele afirmou ter deixado a arma dentro de casa antes de fugir, versão que não foi confirmada. A Polícia Militar informou que realizou buscas na residência logo após o crime, inclusive diante da possibilidade de uma criança ter permanecido no imóvel, mas nenhum armamento foi encontrado.
Apesar de o investigado alegar legítima defesa, a Polícia Civil concluiu que os elementos reunidos apontam para homicídio qualificado por motivo fútil, já que o crime teria sido motivado por uma desavença relacionada a uma suposta dívida de cerca de R$ 1 mil.
O inquérito também reúne um áudio em que o suspeito, meses antes do crime, teria afirmado que a família vizinha poderia até matar seus cachorros caso eles voltassem ao terreno, o que, segundo a polícia, demonstra comportamento violento.
A prisão preventiva foi solicitada com base no histórico de crimes com violência atribuídos ao investigado e em relatos de que ele teria agido de forma intimidatória contra jornalistas e pessoas que comentavam o caso nas redes sociais. Para os investigadores, a permanência dele em liberdade representava risco à ordem pública.
O pedido foi analisado pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário, e a prisão foi decretada e cumprida dez dias após o homicídio. Mais de dez testemunhas foram ouvidas durante a investigação. O suspeito foi interrogado formalmente, mas não entregou a arma utilizada no crime.
O inquérito policial será concluído dentro do prazo legal.
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