Docente já havia sido investigado anteriormente e responde a dois processos administrativos que tramitam em sigilo
Foto: Daniela Caniçali/Divulgação
Um professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi afastado das funções após denúncias de assédio sexual contra alunas no campus de Florianópolis. A medida cautelar tem duração inicial de 60 dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período, conforme informou a instituição.
O docente já havia sido investigado anteriormente por um caso semelhante. Em 2019, ele chegou a ser afastado por 30 dias e, na ocasião, ficou sem receber salário, segundo a universidade.
O nome do professor não foi divulgado para preservar a identidade das vítimas.
Atualmente, há dois processos administrativos disciplinares abertos para apuração das denúncias. De acordo com o Departamento Disciplinar da UFSC, os casos estão em fase inicial, com formação de comissões responsáveis, realização de reuniões e análise dos documentos.
O afastamento cautelar está em vigor desde o dia 9 de abril. O professor atuava no Centro de Comunicação e Expressão (CCE).
Apesar de estar afastado das atividades, o docente segue recebendo salário. A universidade esclareceu que a medida não configura punição, mas sim uma forma de garantir o andamento adequado das investigações.
Dados do Portal da Transparência indicam que a remuneração líquida do professor é de R$ 13.793,45, valor recebido em fevereiro.
Como o processo tramita em sigilo, a UFSC não divulgou mais detalhes sobre o caso.
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