Integração na Central de Emergências agiliza respostas a descumprimentos de medidas protetivas e já gerou mais de 800 intervenções em sete meses
Foto: Thiago Kaue/ SECOM
A Polícia Penal de Santa Catarina consolidou, desde 2025, sua atuação estratégica dentro da Central de Emergências para combater violações de medidas protetivas em todo o estado.
A presença permanente da corporação nesse ambiente permite uma integração junto à Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, o Samu e a Polícia Civil, garantindo respostas rápidas e coordenadas principalmente em casos de violência doméstica e sexual.
O trabalho foca no acompanhamento de indivíduos que utilizam tornozeleira eletrônica e precisam cumprir perímetros de distância determinados pela Justiça.
O fluxo operacional funciona de maneira imediata: assim que o policial penal detecta que um monitorado entrou em uma área proibida, como as proximidades da casa da vítima, é feito um contato ordenando sua retirada. Se a ordem for descumprida, a Polícia Militar é acionada instantaneamente para realizar a abordagem no local.
Caso a irregularidade seja confirmada, o indivíduo é levado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais, o que amplia significativamente a proteção das mulheres sob proteção judicial.

Em apenas sete meses de atuação integrada, a Central já registrou mais de 800 casos que exigiram o acionamento da Polícia Militar, o que representa uma média de quase quatro intervenções diárias. Atualmente, a unidade fiscaliza mais de 560 pessoas monitoradas por violência doméstica e outras 90 por crimes sexuais.
Esse monitoramento é ininterrupto, ocorrendo de forma presencial na Central de Emergências durante a maior parte do dia e seguindo pela Unidade de Monitoramento Eletrônico no período noturno.
Essa iniciativa faz parte de políticas públicas mais amplas, como o Programa Catarinas Por Elas, que busca fortalecer a rede de enfrentamento à violência contra a mulher no estado.
Com o compromisso entre diferentes órgãos estaduais, a participação da Polícia Penal reafirma a prioridade do governo catarinense em colocar a segurança das vítimas no centro das decisões operacionais, utilizando inteligência e tecnologia para prevenir novos crimes.
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