BR-101 segue como o trecho mais perigoso do estado e fiscalização registra milhares de infrações ao longo do ano
Foto: Divulgação PRF
Santa Catarina registrou 8.174 acidentes nas rodovias federais em 2025, deixando 9.395 feridos e 434 mortos no local das ocorrências, segundo dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Apesar de uma leve redução no total de acidentes (-2,4%) e de feridos (-1,4%) em relação a 2024, o número de óbitos cresceu 4,5%, acendendo alertas sobre segurança viária.
A BR-101 continua sendo o trecho com maior índice de sinistros, com 4.220 acidentes e 147 mortes, seguida pela BR-282 e BR-470. Um ponto crítico do levantamento é o aumento da participação de motocicletas: quase metade dos acidentes (48,6%) envolveu veículos de duas rodas, representando também 48,2% dos feridos e cerca de 31% dos mortos. Os números superam os de 2024, quando motos foram responsáveis por 46% dos acidentes, 45% dos feridos e 25% das mortes.
Segundo a PRF, os índices são atribuídos ao crescimento da frota de motocicletas, impulsionado pelo transporte de entregas por aplicativos e pela precariedade do transporte público. “Esse cenário é agravado pela transformação de trechos de rodovias federais em verdadeiras “avenidas”, devido ao crescimento urbano e à falta de alternativas para o trânsito local. Nesses pontos, a circulação de carretas, veículos utilitários, motocicletas de baixa cilindrada e até pedestres resulta em lentidão, com motociclistas trafegando em alta velocidade pelos corredores”, alerta a PRF.
A fiscalização reforçada registrou números expressivos: 4.940 motoristas dirigindo alcoolizados, 11.078 ultrapassagens em local proibido e 3.183 infrações por uso do celular ao volante. Os radares fotográficos flagraram 62.398 veículos acima do limite de velocidade, enquanto 13.815 motoristas ou passageiros não utilizavam cinto de segurança e 1.687 crianças eram transportadas sem cadeirinha.
No combate ao crime, a PRF recuperou 143 veículos furtados ou roubados e apreendeu mais de 29 toneladas de maconha e derivados, além de 696 quilos de cocaína e crack. Ao todo, 1.797 pessoas foram presas em flagrante ao longo do ano.
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