Em 2025, álcool ao volante causou 508 acidentes, 415 feridos e 16 mortos nas rodovias federais do estado; lei reduziu mortes em 57% nos últimos oito anos
Foto: Adobe Stock
A Lei Seca completou 18 anos nesta semana, e os números mostram que a fiscalização ainda é necessária. Em 2025, a PRF realizou mais de 318 mil testes de bafômetro em Santa Catarina, resultando em 265 flagrantes de embriaguez e 4,5 mil recusas ao teste. No mesmo período, acidentes causados pela combinação de álcool e direção deixaram 415 feridos e 16 mortos nas rodovias federais catarinenses.
O cenário nos primeiros cinco meses deste ano indica que a imprudência persiste. Foram mais de 107 mil testes aplicados, com 111 condutores flagrados embriagados e mais de duas mil recusas. Nesse período, foram registrados 264 acidentes associados ao consumo de álcool, com 238 feridos e uma morte.
Apesar dos desafios, a lei trouxe avanços concretos ao longo de quase duas décadas. Dados históricos da PRF apontam redução de 40,2% nos acidentes por embriaguez ao volante nas rodovias federais do país nos últimos oito anos. O impacto na preservação de vidas foi ainda maior: queda de 57,3% no número de mortos nessas ocorrências.
Quem for flagrado dirigindo sob efeito de álcool ou se recusar a fazer o teste do bafômetro enfrenta multa de R$ 2.934,70 e suspensão da habilitação por 12 meses, além de ter o veículo retido.
Se o teste apontar concentração igual ou superior a 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expirado, ou se o motorista apresentar sinais claros de embriaguez, a conduta passa a ser crime de trânsito, com pena de seis meses a três anos de detenção. Em 2025, 167 condutores foram presos por essa razão em Santa Catarina. Nos primeiros cinco meses de 2026, as prisões somam 74.
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