Celebração acontece na Praia do Sol e é aberta à participação da comunidade
Foto: Bombeiros
A 9ª edição da Festa de Iemanjá será realizada neste domingo (1º), a partir das 16h, na Praia do Sol, em Laguna. A celebração é aberta ao público e reúne fiéis, simpatizantes e moradores que desejam participar do momento religioso e cultural.
O evento é promovido pela Casa da Sereia, terreiro de umbanda localizado na Caputera e dedicado à orixá Iemanjá. A festa acontece às margens da Praia do Sol desde 2017 e, na edição de 2025, reuniu mais de 270 pessoas.
Durante a cerimônia, os participantes seguem até a beira-mar para cânticos, invocação das entidades e pedidos de bênçãos. Um dos momentos centrais da celebração é a entrega simbólica de um barco ao mar, contendo flores, canjica branca, agradecimentos e pedidos dos devotos.
“Iremos, como em todos os anos, cantar, chamar as entidades, pedir as bênçãos da mãe Iemanjá e entregar para ela um barco com flores e pedidos, para que nos conceda um ano farto e proteção às nossas famílias”, explica a sacerdotisa da Casa da Sereia, Mãe Mirella de Iemanjá.
Ela também convida a comunidade a participar e orienta aqueles que desejarem entrar na gira para receber passe espiritual. “Pedimos que usem roupas claras, evitando preto, vermelho e cores escuras. Quem quiser levar rosas e pedidos poderá colocá-los em nosso barco, que estará aberto a todos. Também teremos cadeiras para pessoas com dificuldade de mobilidade”, destaca.
A organização afirma ainda que a celebração segue cuidados ambientais. Após a entrega simbólica ao mar, o barco é recolhido, já que possui pintura azul considerada poluente. “Temos essa preocupação de respeitar o reino de Iemanjá e não causar danos aos oceanos”, reforça Mirella.
Durante o evento, também haverá a comercialização de artefatos religiosos, como rosas, velas para pedidos e banhos de Iemanjá.
Tradição e origem
De acordo com fontes orais, a celebração em homenagem a Iemanjá em Laguna é anterior à década de 1970 e, originalmente, ocorria no dia 31 de dezembro, quando os devotos realizavam oferendas pedindo proteção e bênçãos para o novo ano.
Com o crescimento do turismo de réveillon e o aumento do público nas praias, os terreiros passaram a ter dificuldades para manter a tradição nesta data. Assim, há mais de vinte anos, a festividade foi transferida para o período sincretizado com o dia de Iemanjá, celebrado em 2 de fevereiro, data que também marca o dia de Nossa Senhora dos Navegantes.
“É um dos orixás mais aceitos e populares no Brasil porque representa a grande mãe, aquela que acolhe a todos”, conclui Mãe Mirella.
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