Órgão acompanha apuração e novas oitivas devem ocorrer nos próximos dias
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O Ministério Público de Santa Catarina segue acompanhando as investigações sobre o caso do cão comunitário Orelha, morto após ser agredido na Praia Brava, em Florianópolis. O animal sofreu ferimentos na região da cabeça e não resistiu, mesmo após atendimento veterinário.
A apuração é conduzida pela Polícia Civil, com acompanhamento do Ministério Público, por meio das Promotorias da Infância e Juventude e do Meio Ambiente. O objetivo é esclarecer as circunstâncias da agressão e identificar todos os envolvidos.
Segundo o Ministério Público, a investigação está na fase de coleta de depoimentos. Diversas pessoas já foram ouvidas, e novas oitivas devem ocorrer nos próximos dias, conforme o avanço do inquérito.
A expectativa é que, após a conclusão dessa etapa, o procedimento seja encaminhado ao Ministério Público, que irá ouvir os adolescentes apontados como suspeitos e analisar quais medidas podem ser adotadas, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Após receber o material da Polícia Civil, o Ministério Público poderá pedir novas diligências, arquivar o caso, conceder remissão ou encaminhar o procedimento à Justiça para apuração de ato infracional. As medidas previstas incluem advertência, prestação de serviços à comunidade e outras ações socioeducativas, conforme a gravidade do caso.
Além disso, a Promotoria do Meio Ambiente acompanha a investigação para apurar a possível prática de crime ambiental e verificar se houve participação de pessoas maiores de idade em fatos ligados à morte do animal.
O caso do cão Orelha gerou forte comoção entre moradores da Praia Brava e repercussão em todo o estado, com pedidos de justiça e manifestações em defesa da proteção aos animais. As investigações seguem em andamento.
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