Crime ocorrido em agosto de 2024 teria sido motivado por uma dívida; homem apontado como executor foi absolvido por falta de provas
Imagem Ilustrativa: Magnific
Um homem de 28 anos e uma mulher de 27 foram condenados pelo Tribunal do Júri por ordenar a morte de um empresário em Araranguá. A sessão durou mais de 18 horas, entre quinta-feira (20) e a madrugada desta sexta-feira (21).
O crime ocorreu pouco depois da meia-noite de 10 de agosto de 2024. A vítima estava em um pub e conveniência quando um homem entrou no estabelecimento e efetuou vários disparos. O empresário morreu no local. Durante a fuga, o atirador também disparou em direção aos clientes, atingindo outro homem, que sobreviveu.
Segundo a acusação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o casal planejou o homicídio como vingança por uma dívida atribuída à vítima. Entre as provas apresentadas estavam mensagens de cobrança e a compra, pelos réus, do veículo utilizado pelo autor dos disparos poucas horas antes do crime.
Após o homicídio, o automóvel foi incendiado na tentativa de eliminar vestígios. O casal foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual.
A pena foi fixada em 14 anos de reclusão pelo homicídio e seis meses de detenção pela fraude processual. Os réus aguardavam o julgamento presos preventivamente, sendo que a mulher estava em regime domiciliar, e não poderão recorrer em liberdade.
O homem apontado durante a investigação como executor foi absolvido a pedido do próprio MPSC por insuficiência de provas. Conforme a Promotoria, depoimentos, imagens e características físicas, como a presença de tatuagens nas mãos do acusado, apresentaram divergências em relação à pessoa registrada pelas câmeras no local do crime.
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