Quarta-feira, 11 de março de 2026
Buscar
Fechar [x]
SEGURANÇA
11/03/2026 15h00

Câmara aprova tornozeleira eletrônica imediata para agressores de mulheres em casos de alto risco

Proposta amplia medidas protetivas da Lei Maria da Penha, permite monitoramento do agressor e alerta a vítima sobre aproximação

Foto: Tiago Stille/Gov. Ceará

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), o projeto de lei que permite à Justiça determinar o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores de mulheres em situação de violência doméstica e familiar quando houver alto risco à vida da vítima. A proposta busca ampliar a proteção e fortalecer o cumprimento das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.



O texto aprovado é o Projeto de Lei nº 2942/2024, de autoria dos deputados Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ), com substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG).



Pela proposta, o uso da tornozeleira passa a ser regra em situações em que for identificado risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes. A medida também terá prioridade nos casos em que o agressor descumprir determinações judiciais anteriores.



Atualmente, segundo a relatora, apenas 6% das medidas protetivas contam com monitoramento eletrônico. A parlamentar destaca que a ferramenta contribui para reduzir feminicídios e a reincidência em crimes de violência doméstica.



O projeto também prevê que a vítima receba um dispositivo portátil de rastreamento que emite alerta automático caso o agressor se aproxime da área de proteção definida pela Justiça. O aviso será enviado simultaneamente à vítima e à polícia.



Em cidades onde não há comarca ou presença de juiz, o delegado de polícia poderá determinar a instalação da tornozeleira. Nesses casos, a decisão deverá ser comunicada ao Ministério Público e ao Judiciário em até 24 horas para avaliação.



O texto ainda aumenta a pena para quem descumprir medidas protetivas relacionadas à violação de áreas de restrição ou à remoção da tornozeleira sem autorização judicial. A punição poderá variar de um terço à metade da pena prevista de dois a cinco anos de reclusão.



Além disso, a proposta amplia de 5% para 6% a parcela do Fundo Nacional de Segurança Pública destinada a ações de enfrentamento da violência contra a mulher, incluindo a compra e manutenção de tornozeleiras eletrônicas e dispositivos de monitoramento.


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que, em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, alta de 4,7% em relação ao ano anterior. O levantamento também mostra que 13,1% das vítimas foram assassinadas mesmo tendo medidas protetivas em vigor.



Com a aprovação na Câmara, o projeto segue agora para análise do Senado. Caso seja aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial. Em caso de mudanças, o texto retorna para nova votação dos deputados.



 



Receba as principais informações do portal em nosso grupo de leitores do WhatsApp. Entre aqui.


Fonte: Redação
Hora Hiper

Tubarão / SC
Avenida Marcolino Martins Cabral, 1788, Edifício Minas Center, Sala 507, 88705-000, Vila Moema
(48) 3626-8001 (48) 98818-2057
Braço do Norte / SC
Rua Raulino Horn, 305, 88750-000, Centro
(48) 3626-8000 (48) 98818-1037
Hora Hiper © 2020. Todos os direitos reservados.
Política de Privacidade

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.