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SAÚDE
13/04/2026 08h37

Você sabia? Câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no Brasil

Especialistas alertam para sintomas como rouquidão e feridas na boca

Foto: SBCO/Divulgação

O diagnóstico de neoplasia na região cervical do narrador esportivo Luis Roberto, de 64 anos, trouxe à tona um tema pouco debatido e que exige atenção: os tumores de cabeça e pescoço.



Neoplasia é o termo médico utilizado para descrever o crescimento anormal de células, que passam a se multiplicar de forma desordenada. Quando localizada na região cervical, pode envolver estruturas como laringe, faringe ou tireoide, podendo resultar em tumores benignos ou malignos.



De acordo com dados do Ministério da Saúde, os cânceres de cabeça e pescoço estão entre os mais incidentes no país, com maior ocorrência entre homens. Já o Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que cerca de 80% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, o que reduz as chances de sucesso no tratamento.



Segundo o médico Thiago Bueno, especialista em tumores de cabeça e pescoço, nem todo crescimento anormal é necessariamente grave. “Uma verruga, por exemplo, é um crescimento de células que não se espalha para outras partes do corpo, sendo considerada benigna. Já os tumores malignos têm capacidade de invadir tecidos e se disseminar”, explica.



Ele destaca ainda que muitos tumores identificados no pescoço não surgem exatamente nessa região. “Na maioria das vezes, eles se originam em outras áreas da cabeça e pescoço e acabam atingindo os linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas”, afirma.



Entre os principais fatores de risco estão o consumo excessivo de álcool, o tabagismo, a infecção pelo vírus HPV e o histórico familiar da doença.



Os sintomas podem variar, mas incluem sensação de corpo estranho, dor, sangramentos, dificuldade para engolir, rouquidão persistente, além de sinais gerais como cansaço, perda de peso sem causa aparente, febre prolongada e suor noturno.


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O especialista chama a atenção para o fato de que não existem exames de rotina específicos para a detecção precoce desses tumores, diferentemente do que ocorre com câncer de mama ou próstata. Por isso, a orientação é procurar avaliação médica diante de qualquer sinal persistente, como nódulos no pescoço ou feridas na boca e garganta que não cicatrizam em até 15 dias.



O diagnóstico costuma ser feito por meio de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, além de biópsia. O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia.



Apesar do alerta, especialistas destacam que, quando diagnosticado e tratado adequadamente, o câncer de cabeça e pescoço apresenta boas chances de controle e cura, com tratamentos cada vez mais modernos e menor impacto na qualidade de vida dos pacientes.



 



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Fonte: Redação
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