Variante que circula em navios de cruzeiro é diferente da linhagem encontrada em solo catarinense
Foto: Ilustrativa/ Divulgação
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) emitiu um comunicado para tranquilizar a população sobre os riscos da hantavirose em Santa Catarina. Apesar da repercussão nacional de um surto recente em um navio de cruzeiro, as autoridades de saúde reforçam que não há motivo para alarme no estado.
O único registro de 2026 ocorreu em fevereiro, em Seara, no Oeste, onde a paciente já recebeu alta e está totalmente recuperada.
A grande diferença entre os casos que ganharam as manchetes internacionais e a realidade catarinense está na forma de contágio. Enquanto a linhagem detectada no navio permite a transmissão entre seres humanos, o vírus que circula em Santa Catarina só é transmitido pelo contato direto ou inalação de partículas de urina, fezes e saliva de roedores silvestres.
O superintendente de Vigilância em Saúde estadual, o infectologista Fábio Gaudenzi, explica que o perfil da doença no estado é muito específico.
“Os casos costumam ocorrer em áreas rurais, galpões, depósitos, paióis, lavouras, locais fechados por longos períodos ou ambientes com acúmulo de sujeira e presença de fezes de ratos silvestres. Trabalhadores rurais, pessoas que realizam limpeza de locais fechados e indivíduos expostos a ambientes naturais estão entre os grupos mais suscetíveis", diz.
Histórico e Prevenção
Nos últimos seis anos, Santa Catarina registrou 92 casos confirmados, um número considerado baixo e dentro do comportamento esperado pelas equipes de vigilância. Em 2023 foram 26 registros, caindo para 11 em 2024 e 15 no ano passado.
Os sintomas iniciais podem ser confundidos com uma gripe forte, incluindo febre, dor de cabeça e mal-estar. No entanto, o quadro pode evoluir para dificuldade respiratória grave. Por isso, a recomendação é que se você esteve em locais com presença de roedores e apresentar sintomas, procure um médico imediatamente e relate o histórico de exposição.
Para evitar o contágio, as medidas são simples e focadas na higiene:
- Ventilação: antes de limpar galpões ou locais fechados há muito tempo, deixe janelas e portas abertas por pelo menos 30 minutos.
- Limpeza Úmida: nunca varra fezes ou urina de ratos a seco para não levantar poeira contaminada. Use sempre água sanitária diluída para umedecer o local antes da limpeza.
- Armazenamento: mantenha grãos, rações e restos de comida em recipientes bem fechados para não atrair roedores silvestres para perto das residências.
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