Região enfrenta crescimento rápido na proliferação do Aedes aegypti
Foto: Ilustrativa/ Divulgação
O avanço do mosquito Aedes aegypti tem colocado as autoridades de saúde da região da Amurel em alerta. Nos últimos dias, as prefeituras de Laguna e Tubarão divulgaram balanços que mostram um aumento expressivo na identificação de focos do transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Em Tubarão, a situação é mais delicada. O boletim atualizado nesta semana mostra que o número de focos saltou de 358 para 397 em apenas sete dias. O município também já contabiliza o primeiro caso autóctone na cidade, ou seja, quando a transmissão da doença ocorre dentro da própria cidade.
Atualmente, o Centro lidera o ranking de bairros com mais focos, seguido por Oficinas, Humaitá e Vila Moema. Ao todo, a Vigilância Epidemiológica monitora cinco casos suspeitos.
Já em Laguna, o sinal de atenção acendeu após o fechamento dos dados de março e abril. Se até fevereiro a cidade tinha apenas dois focos registrados, o número disparou para 52 no acumulado deste ano.
O bairro Progresso é o ponto de maior vulnerabilidade na Cidade Juliana, concentrando sozinho 21 registros. Embora o mosquito esteja presente em vários bairros, como Mar Grosso e Centro, Laguna ainda não registrou casos de transmissão de doenças em moradores locais.
Criadouros dentro de casa
Um ponto comum relatado pelas equipes de vigilância das duas cidades é que a maioria dos criadouros está sendo encontrada dentro das residências. Durante as vistorias, os agentes têm identificado larvas em objetos simples, como potes, baldes e pratos de plantas.
A coordenadora do programa em Laguna, Mathiê Rossini, destaca que o combate depende diretamente do engajamento dos moradores na limpeza de pátios e terrenos.
A orientação é que a população faça uma verificação semanal em calhas, ralos e caixas d’água, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água parada.
Em Tubarão, a prefeitura disponibilizou canais para denúncias de possíveis focos. O cidadão pode entrar em contato com a Ouvidoria pelo telefone (48) 3621-9051 ou pelo e-mail oficial do órgão para relatar situações de risco.
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