Ação ocorreu na beira-mar após registro de grande quantidade do molusco em áreas públicas
Foto: Divulgação
Uma infestação de caramujo africano motivou uma ação de limpeza e recolhimento realizada pela Vigilância em Saúde de Imbituba na região da beira-mar do município, após o registro de grande quantidade do molusco em áreas públicas.
Considerada uma espécie invasora, a Achatina fulica provoca impactos ao meio ambiente, à agricultura e à saúde pública. Introduzido de forma irregular no Brasil há décadas, inicialmente com finalidade comercial, o caramujo se espalhou rapidamente pelo país, favorecido pela ausência de predadores naturais.
Segundo a Vigilância em Saúde, a infestação está presente em Imbituba desde 2004. Embora a eliminação total seja considerada inviável, o trabalho desenvolvido tem como objetivo controlar a população e reduzir os riscos à comunidade.
O caramujo africano possui alta capacidade de reprodução. É hermafrodita, deposita centenas de ovos várias vezes ao ano e se adapta facilmente a ambientes urbanos, especialmente em locais com umidade, restos de alimentos, entulhos e lixo acumulado.
A coordenadora da Vigilância em Saúde, Sandra Leal, destaca que o controle depende diretamente do envolvimento da população. “O caramujo africano já está presente no município há muitos anos, por isso o nosso trabalho é voltado ao controle. A colaboração da população é essencial, tanto no cuidado com quintais e terrenos quanto no recolhimento correto do molusco, evitando práticas que possam agravar a infestação”, afirmou.
Além das ações em espaços públicos, a orientação é para que moradores realizem o recolhimento manual em áreas privadas, utilizando luvas ou sacos plásticos, sem contato direto com o animal. O material deve ser armazenado de forma adequada e encaminhado às Unidades Básicas de Saúde (UBS), que funcionam como pontos oficiais de recolhimento no município.
A Vigilância em Saúde também alerta para práticas que devem ser evitadas, como matar o caramujo no chão, jogar sal, descartar no lixo comum ou abandoná-lo em rios, terrenos baldios e vias públicas, pois essas ações podem contribuir para a disseminação da espécie.
Receba as principais informações do portal em nosso grupo de leitores do WhatsApp. Entre aqui.