Terapia experimental pretende restaurar a produção de dopamina e melhorar funções motoras
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Cientistas da Keck Medicine (Universidade do Sul da Califórnia) iniciaram um ensaio clínico experimental para tratar a doença de Parkinson com o implante de células-tronco no cérebro. A proposta é restaurar a produção de dopamina — substância cuja falta causa os principais sintomas da doença, como tremores, rigidez e lentidão motora.
O estudo usa células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs), criadas a partir de células adultas e transformadas em neurônios produtores de dopamina. Durante a cirurgia, as células são implantadas nos gânglios basais, região responsável pelo controle dos movimentos, com auxílio de ressonância magnética em tempo real.
Os pacientes serão acompanhados por até cinco anos para avaliar melhorias motoras e possíveis efeitos colaterais. O ensaio envolve 12 voluntários em estágios moderado a grave, e a terapia (RNDP-001) recebeu status de “fast-track” da FDA, acelerando o processo de avaliação.
O objetivo é criar uma técnica capaz de recuperar funções motoras e melhorar significativamente a qualidade de vida de pessoas com Parkinson.
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