Data celebrada neste domingo (14) homenageia voluntários e alerta para a necessidade de manter os estoques dos hemocentros
Divulgação: Ministério da Saúde
Celebrado todo ano em 14 de junho, o Dia Mundial do Doador de Sangue existe para reconhecer e agradecer as pessoas que doam sangue voluntariamente, sem receber nada em troca. A data foi escolhida em homenagem ao aniversário de Karl Landsteiner, o cientista que descobriu os grupos sanguíneos. A campanha deste ano tem como mensagem "Uma Gota de Humanidade. Doe Sangue. Salve Vidas.", lembrando que doar sangue vai além de um procedimento médico: é um ato de solidariedade que pode mudar a vida de quem mais precisa.
Os dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2024, o Brasil registrou 3,31 milhões de coletas de sangue. Entre janeiro e outubro de 2025, foram contabilizadas outras 2,71 milhões, em caráter preliminar. Esses números ajudam a dimensionar uma rede que atende prontos-socorros, centros cirúrgicos, unidades de terapia intensiva, maternidades, enfermarias e serviços especializados. Mesmo assim, a demanda por doadores regulares segue sendo um desafio permanente para o sistema de saúde.
Embora a doação de sangue seja um procedimento simples e seguro, apenas cerca de 1,4% da população brasileira doa regularmente, segundo dados do Ministério da Saúde. Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas, já que o sangue coletado é separado em diferentes hemocomponentes utilizados em cirurgias, atendimentos de emergência, tratamentos oncológicos, transplantes e diversas outras situações médicas.
Globalmente, 42% do sangue é coletado em países de alta renda, que abrigam apenas 16% da população mundial. A maioria dos países de baixa e média renda luta para disponibilizá-lo porque as doações são baixas e os equipamentos para testá-lo são escassos. O suprimento adequado de sangue só pode ser garantido por meio de doações regulares e voluntárias. No Brasil, em 2024, 1,6% da população realizou doação, e o Ministério da Saúde acompanha diariamente os estoques nos hemocentros estaduais, realizando campanhas anuais para captar novos doadores.
Segundo o HEMOSC (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina), doar sangue não oferece riscos ao doador. Todo o procedimento é realizado com materiais descartáveis e o organismo repõe rapidamente o volume de sangue coletado. Para doar, é preciso levar documento de identidade com foto, estar em boas condições de saúde e ter entre 16 e 69 anos de idade, sendo que menores de 18 anos precisam de autorização do responsável legal. Neste 14 de junho, hemocentros de todo o país promovem ações especiais para celebrar os doadores e convocar novos voluntários. A mensagem é simples: uma única gota pode fazer toda a diferença.
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