A denúncia foi formalizada pelo Ministério Público com base no inquérito da Polícia Civil, que reuniu provas técnicas e testemunhais sobre o caso
Foto: cedida à Rádio Clube/Reprodução
O vice-prefeito de Lages virou réu pelo Ministério Público de Santa Catarina após ser denunciado pelo crime de dano ao patrimônio público. A ação penal investiga um episódio ocorrido em 20 de abril de 2025, no estacionamento da prefeitura, quando um prego foi cravado no pneu do veículo oficial utilizado pela prefeita Carmen Zanotto.
A denúncia foi formalizada pelo Ministério Público com base no inquérito da Polícia Civil, que reuniu provas técnicas e testemunhais sobre o caso. Conforme o promotor responsável pela investigação, há indícios de que Jair Junior teria agido de forma dolosa, ou seja, com intenção.
Imagens do circuito interno de segurança do estacionamento da prefeitura mostraram que o vice-prefeito foi a única pessoa a se aproximar do veículo, uma MMC Eclipse preta, por volta das 13h20, horário em que o dano teria ocorrido.
A perícia técnica confirmou a materialidade do crime. De acordo com o laudo, a perfuração no pneu foi provocada por um objeto pontiagudo cravado de maneira deliberada.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público em julho de 2025 e, com o recebimento da denúncia em 2026, o vice-prefeito passou a responder formalmente pelo artigo 163, parágrafo único, inciso III, do Código Penal, que trata do crime de destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia, com agravante por se tratar de patrimônio público. A pena prevista é de detenção e multa.
A 11ª Promotora de Justiça da Comarca de Lages destacou que esse tipo de conduta representa desrespeito às instituições públicas e ao patrimônio coletivo. Segundo ela, a resposta do Judiciário deve ser proporcional à gravidade dos fatos, reforçando que atos dessa natureza não serão tolerados.
Por meio de nota oficial, a Prefeitura de Lages afirmou manter posicionamento de absoluta intransigência com qualquer conduta ilegal e reiterou o repúdio a crimes de violência contra a mulher e dano ao patrimônio público. O Executivo municipal informou ainda que acompanha o andamento do caso, respeitando o devido processo legal e as decisões das autoridades competentes.
A defesa de Jair Junior ainda não se manifestou. O espaço segue aberto para posicionamento.
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