Morador pede suspensão imediata da lei e aponta falta de transparência e possível afronta aos princípios da administração pública
Divulgação Portal Hora Hiper
Uma ação popular protocolada no dia 10 de fevereiro pelo representante comercial Cleiton Siqueira contesta a lei que institui o auxílio-saúde no âmbito da Câmara de Vereadores de Tubarão. A proposta, apresentada pela Mesa Diretora e aprovada no fim do ano passado, prevê o ressarcimento de despesas com plano de saúde para servidores efetivos ativos e inativos, comissionados e vereadores, incluindo dependentes, conforme critérios estabelecidos na própria lei.
O benefício estabelece valores máximos mensais de reembolso conforme a faixa etária do beneficiário, podendo chegar a R$ 2,5 mil para quem tem 60 anos ou mais. O pagamento é condicionado à comprovação das despesas e não pode ser acumulado com outro auxílio semelhante.
Durante entrevista concedida na manhã desta quinta-feira, 19, ao jornal Hora Hiper, da Rádio Hiper FM 93,9, Cleiton afirmou que a forma como o projeto foi debatido e votado motivou a iniciativa judicial. Segundo ele, não houve discussão pública adequada antes da aprovação. “A função principal do Legislativo é fiscalizar o dinheiro público e está fazendo o contrário, legislando em causa própria. Não houve discussão pública, simplesmente foi votado”, declarou.
Na ação, Cleiton pede tutela de urgência para suspender imediatamente os efeitos da lei até que o mérito seja julgado. Ele alega falta de transparência, questiona o número de dependentes e inativos que poderão ser beneficiados e cobra a divulgação do impacto financeiro da medida. O processo também sustenta possível afronta aos princípios da moralidade, impessoalidade e isonomia, ao destinar recursos públicos para custear despesas de saúde privada de um grupo específico ligado ao Poder Legislativo.
Receba as principais informações do portal em nosso grupo de leitores do WhatsApp. Entre aqui.