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GERAL
15/07/2026 17h10
Por: Redação

Senado aprova MP do Frete e retira piso de R$ 5 mil para caminhoneiros CLT

Texto segue para sanção de Lula após acordo entre governo e oposição; multas e indenizações previstas na medida também foram flexibilizadas

Foto: Canva

O Senado Federal aprovou a Medida Provisória (MP) do Frete (MP 1.343/2026), que estabelece um custo mínimo para as operações de transporte de cargas no país. Durante a votação, os senadores retiraram do texto a previsão de um piso salarial de R$ 5 mil para caminhoneiros contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).



A medida foi aprovada em votação simbólica após um acordo entre a base do governo e a oposição, já que a MP perderia a validade nesta quinta-feira (16). Com as alterações consideradas apenas de redação, o texto segue diretamente para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem necessidade de nova análise pela Câmara dos Deputados.



Entre as principais mudanças aprovadas pelo Senado estão:




  • Retirada do piso salarial de R$ 5 mil para caminhoneiros com carteira assinada;

  • Exclusão da multa mínima de R$ 100 mil para casos de reincidência no descumprimento da tabela do frete;

  • Alteração na indenização ao caminhoneiro prejudicado, que passa de duas vezes o valor do frete para até duas vezes esse montante, permitindo que a penalidade seja aplicada conforme a gravidade do caso.



O relator da proposta, senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), afirmou que as mudanças buscam garantir maior proporcionalidade na aplicação das punições previstas pela legislação.



A retirada do piso salarial foi defendida pelos senadores Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO) e negociada com os líderes do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).



Segundo Teresa Leitão, a aprovação representa "a arte do possível", destacando que o entendimento entre as bancadas permitiu a votação antes do prazo final de vigência da medida provisória.


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Outro ponto acordado durante as negociações prevê que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete o trecho que concede anistia às multas aplicadas contra transportadoras e caminhoneiros que participaram dos bloqueios em rodovias após as eleições de 2022.



O dispositivo foi incluído na Câmara dos Deputados pelo relator da matéria, deputado Zé Trovão (PL-SC), mas não fazia parte da versão original enviada pelo governo.



 



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Fonte: Senado Notícias
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