Alerta foi feito pelo coordenador da Comissão de Acompanhamento dos Projetos para a Contenção de Cheias na Bacia do Rio Tubarão durante reunião organizada pelo Conset
Foto:Priscila Loch
Lideranças da região sul de Santa Catarina se reuniram na noite desta quinta-feira (25), em Tubarão, para discutir alternativas que evitem o fechamento do canal da Barra do Camacho, em Jaguaruna. A principal preocupação é o avanço do assoreamento, que já reduziu a profundidade do canal para menos de meio metro em alguns pontos.
O encontro foi organizado pelo Conselho das Entidades de Tubarão (Conset) e reuniu representantes de diferentes municípios da região. Durante a reunião, o coordenador da Comissão de Acompanhamento dos Projetos para a Contenção de Cheias na Bacia do Rio Tubarão e Complexo Lagunar, Claudemir Souza dos Santos, fez um alerta sobre a gravidade da situação.
“Existem alternativas para impedir o fechamento do canal da Barra do Camacho, mas é preciso acelerar o passo”, afirmou. Ele destacou ainda que o canal tem papel estratégico tanto em eventos de cheias menores quanto em grandes enchentes, ao permitir o escoamento das águas da bacia.
“Com a barra fechada, em uma enchente de menor proporção, a região da bacia de Congonhas não tem onde desaguar. E, em uma grande enchente, tem função primordial para o escoamento das águas”, reforçou.
Segundo informações apresentadas no encontro, a última dragagem do canal ocorreu em 2022, com investimento de aproximadamente R$ 10 milhões por parte do governo do Estado. Desde então, não houve novas ações de manutenção.
Entre os fatores apontados para o avanço do assoreamento estão a falta de acompanhamento técnico das obras realizadas, a ausência de licença ambiental do Instituto do Meio Ambiente (IMA) e a devolução da draga de sucção e recalque que havia sido cedida pela Cidasc para a manutenção do canal.
O vice-presidente do Conset, Rogério Menegaz, destacou a necessidade de atuação conjunta para enfrentar o problema. “Defendemos o complexo como um todo. Temos que encontrar a saída juntos, resolver o que está faltando para enfrentar esse problema que afeta todos nós, moradores da região”, disse.
O deputado estadual Zé Milton também participou da reunião e afirmou que vai buscar informações junto à Defesa Civil do Estado e ao Instituto do Meio Ambiente (IMA) sobre o andamento do projeto e das licenças ambientais.
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