Gerente do órgão explica como são investigadas as suspeitas, fala sobre apreensão de mais de mil produtos e orienta consumidores sobre como evitar problemas nas compras
Divulgação: Portal Hora Hiper
Uma denúncia feita por um consumidor pode ser o primeiro passo para uma fiscalização do Procon de Tubarão. Em entrevista ao Jornal Hora Hiper, da Hiper FM 93,9, o gerente do Procon de Tubarão, Murilo Goulart, explicou como funciona o trabalho de fiscalização e falou sobre a recente apreensão de 1.187 produtos suspeitos de falsificação em um estabelecimento da cidade. O local já havia sido fiscalizado em outubro de 2025, quando cerca de 7 mil peças foram apreendidas, avaliadas na época em aproximadamente R$ 270 mil.
Segundo Goulart, quando o Procon recebe uma denúncia sobre uma possível irregularidade, os fiscais vão até o estabelecimento e recolhem uma amostra dos produtos. Em casos de suspeita de falsificação, o material é encaminhado à Polícia Civil para análise. Se o exame confirmar a falsificação, o Procon retorna ao local para apreender os produtos identificados. O processo pode levar alguns meses entre a coleta da amostra e a confirmação do resultado. A reincidência também pode levar a penalidades administrativas mais severas e multas maiores, considerando fatores como o histórico do estabelecimento e seu porte.
Durante a entrevista, o gerente também alertou para uma dúvida comum entre consumidores. Produtos falsificados não se tornam originais por serem anunciados como “primeira linha”, “segunda linha” ou “réplica”. A orientação é desconfiar de mercadorias com preços muito abaixo dos praticados normalmente e verificar a procedência antes da compra. Goulart também explicou que produtos falsificados apreendidos não podem ser simplesmente doados ou reaproveitados, já que possuem marcas utilizadas sem autorização e precisam receber a destinação prevista pelas autoridades.
O Procon de Tubarão recebe, em média, cerca de 50 pessoas por dia e conta atualmente com quatro fiscais. Entre as reclamações mais frequentes estão problemas com telefonia e internet, empréstimos consignados não autorizados e ligações indesejadas. O órgão orienta que consumidores guardem a nota fiscal, pesquisem preços antes de comprar e procurem atendimento ao identificar alguma irregularidade. Denúncias podem ser feitas pelos canais do Procon, presencialmente ou pelo WhatsApp. O atendimento ocorre no Facilita, das 8h às 18h, sem fechar ao meio-dia, e o telefone informado pelo órgão é (48) 3621-9818.
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