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02/02/2026 08h44

Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira

Reajuste de 6,79% impacta quase 62 milhões de brasileiros e altera valores de benefícios do INSS, seguro-desemprego e contribuições previdenciárias

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores brasileiros. O valor já pode ser conferido no contracheque referente ao mês de janeiro.



O reajuste de 6,79%, equivalente a um acréscimo de R$ 103, foi oficializado pelo Decreto nº 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que leva em conta a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o ganho real a até 2,5% acima da inflação do ano anterior.



Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo valor no último dia 26. Os pagamentos seguem até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão de benefício, sem considerar o dígito verificador.



Em 2026, o salário mínimo corresponde a R$ 1.621 por mês, R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora. O cálculo do reajuste considerou a inflação pelo INPC de 4,18%, somada ao crescimento real do PIB de 3,4%. Esse ganho adicional, no entanto, foi limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal, resultando no reajuste total de 6,79%.



Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta diretamente 61,9 milhões de brasileiros e deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026. O governo estima um impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste do mínimo e a isenção do Imposto de Renda. Por outro lado, o custo adicional para a Previdência Social é estimado em R$ 39,1 bilhões.



Além dos trabalhadores que recebem o piso nacional, o salário mínimo serve como referência para diversos benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.


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Os benefícios do INSS pagos no piso nacional tiveram reajuste integral de 6,79%, passando para R$ 1.621. Já os benefícios acima do piso foram corrigidos em 3,90%, percentual correspondente ao INPC de 2025. O teto do INSS passou a ser de R$ 8.475,55.



As contribuições ao INSS para trabalhadores com carteira assinada seguem faixas progressivas, variando de 7,5% para salários de até R$ 1.621 a 14% para rendimentos entre R$ 4.354,28 e R$ 8.475,55. Para autônomos, facultativos e microempreendedores individuais, a contribuição mensal varia de R$ 81,05 a R$ 324,20, conforme o plano escolhido.



O seguro-desemprego foi reajustado em 3,90%, com vigência desde 11 de janeiro. A parcela mínima passou a ser de R$ 1.621 e a máxima, de R$ 2.518,65, variando de acordo com a média salarial dos últimos meses. Já o salário-família foi fixado em R$ 67,54 por dependente, benefício pago a trabalhadores com renda mensal de até R$ 1.980,38.



 



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Fonte: Redação
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