Deputado quer investigar supostas falhas na apuração da morte do cão em Florianópolis após pedido de arquivamento feito pelo MPSC
Foto: Ana Quinto/Alesc
O deputado estadual Mário Motta (PSD) protocolou um pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para investigar as circunstâncias da morte do cão Orelha, caso que ganhou repercussão nacional.
A iniciativa surge após o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitar o arquivamento do inquérito policial. Segundo o órgão, laudos periciais apontaram que o animal já apresentava uma doença terminal e morreu de causas naturais, sem indícios de participação direta dos suspeitos investigados.
Mesmo com o pedido de arquivamento, Mário Motta afirma que ainda existem dúvidas sobre a condução da investigação. O parlamentar cita inconsistências envolvendo a identificação inicial de um adolescente apontado como suspeito pela Polícia Civil, além de declarações públicas feitas pelo delegado-geral e pelo governador sobre supostas provas do caso.
“É um caso confuso e repleto de incongruências. Para mim está muito claro que aconteceram falhas na investigação. E se houve falhas, Santa Catarina e o Brasil merecem respostas”, declarou o deputado.
Entre os pontos que a CPI pretende analisar estão imagens de câmeras de segurança, laudos periciais, depoimentos de testemunhas e a atuação dos agentes responsáveis pela condução do caso.
O pedido também prevê ouvir o veterinário responsável pela eutanásia do animal, o porteiro do local onde o cão foi encontrado e policiais envolvidos nas investigações.
Para que a CPI seja oficialmente instalada na Alesc, são necessárias ao menos 15 assinaturas de deputados estaduais. Segundo Motta, a coleta de apoios já começou.
O deputado ainda defendeu que a investigação ocorra de forma independente e sem motivações políticas.
“Não se trata de caça às bruxas nem vingança. O Orelha comoveu o Brasil inteiro. Não vamos deixar esse caso ser engavetado sem uma resposta à altura. Precisamos de uma resolução eficaz, que faça justiça e não deixe a impunidade falar mais alto”, afirmou.
O caso do cão Orelha mobilizou grande repercussão nas redes sociais e levantou debates sobre maus-tratos contra animais e transparência nas investigações conduzidas pelas autoridades.
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