Em entrevista ao Jornal Hora Hiper, da Rádio Hiperativa FM 96,7, Leandro Puchalski explicou que Santa Catarina pode ter aumento nos volumes de chuva principalmente entre a primavera e o início do verão
Imagem Ilustrativa/Freepik
O meteorologista Leandro Puchalski participou, nesta sexta-feira (5), do Jornal Hora Hiper, da Rádio Hiperativa FM 96,7, e falou sobre os possíveis impactos do fenômeno El Niño em Santa Catarina nos próximos meses. Durante a entrevista, ele também comentou que, no domingo, a previsão indica maior presença de nuvens ao longo do dia, intercalada com aberturas de sol. Poucas cidades, principalmente próximas ao pé da serra, podem registrar chuva fraca no fim do dia.
Segundo Puchalski, o El Niño ocorre no Oceano Pacífico, próximo à linha do Equador, quando há aquecimento anormal das águas e mudanças no comportamento dos ventos. O meteorologista destacou que o fenômeno não “chega” a Santa Catarina, mas provoca alterações na circulação da atmosfera, influenciando o comportamento dos sistemas meteorológicos em diferentes regiões do planeta.
Em Santa Catarina, a atuação do El Niño costuma estar associada ao aumento dos volumes de chuva. Esse efeito, no entanto, não ocorre o tempo todo e tende a ser mais significativo entre o fim da primavera e o início do verão. Conforme o meteorologista, os meses de setembro, outubro e novembro devem exigir maior atenção, especialmente se o fenômeno ganhar forte intensidade.
Puchalski ressaltou que o aumento da chuva pode ter efeitos positivos, principalmente em regiões que enfrentam períodos de estiagem, além de favorecer setores como a agricultura. Por outro lado, a preocupação está na forma como esses volumes podem ocorrer. Caso a chuva venha concentrada em poucos dias, há risco de elevação de rios, alagamentos e outros transtornos.
O meteorologista também afirmou que não é possível comparar diretamente as possíveis consequências deste El Niño com eventos anteriores, como os registrados em 2022, já que cada evento extremo depende de outros fatores de menor escala. Sobre o inverno, ele disse que Santa Catarina deve ter momentos de frio, mas sem previsão de uma estação extremamente rigorosa. Por fim, reforçou que acompanhar as previsões de médio e curto prazo será fundamental para orientar ações preventivas ao longo dos próximos meses.
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