Deputada participou do Jornal Hora Hiper e apontou desafios na educação e na proteção às mulheres em Santa Catarina
Divulgação Portal Hora Hiper
A deputada estadual Luciane Carminatti participou na manhã desta segunda-feira (2) do Jornal Hora Hiper, da Rádio Hiperativa FM 96,7, onde destacou os principais desafios da educação pública catarinense. Presidente da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), a parlamentar afirmou que muitas escolas estaduais ainda enfrentam problemas estruturais, como falta de quadras cobertas, bibliotecas, laboratórios, climatização e espaços adequados para professores. Ela defende, inclusive, um projeto que proíbe a inauguração de escolas sem ginásio coberto e sala de professores.
Durante a entrevista, Luciane também criticou a ausência de dados consolidados sobre a real situação da infraestrutura escolar e voltou a cobrar valorização do magistério. Segundo ela, é fundamental garantir a aplicação do piso nacional em toda a carreira, com reajuste proporcional, além de promover concursos públicos e estruturar um plano de carreira que ofereça estabilidade e incentivo aos profissionais. A deputada ainda alertou para o excesso de contratos temporários e para a falta de políticas efetivas de proteção diante do aumento de casos de violência contra trabalhadores da educação.
Outro ponto abordado foi a inclusão de estudantes neurodivergentes. Para a parlamentar, não basta garantir matrícula: é preciso oferecer condições adequadas, como formação permanente aos professores e criação de cargos específicos na educação especial.
Além da pauta educacional, a deputada anunciou a realização do seminário “Vivas e Decididas – contra o feminicídio”, marcado para esta quarta-feira (5), na Alesc, em Florianópolis. O evento ocorre em meio a dados alarmantes: Santa Catarina registrou 52 feminicídios em 2025, além de 255 tentativas e mais de 31 mil medidas protetivas concedidas. A expectativa é reunir cerca de mil participantes para debater responsabilidades institucionais e propor medidas concretas de enfrentamento à violência contra a mulher.
Acompanhe a entrevista:
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