Índice oficial sobe 0,67% no mês, enquanto combustíveis e previsão de El Niño aumentam pressão sobre os preços
Foto: Canva
A inflação brasileira desacelerou em abril e registrou alta de 0,67%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da redução em relação a março, quando o índice ficou em 0,88%, os alimentos continuam pressionando o orçamento das famílias.
O resultado veio dentro das projeções do mercado financeiro, mas o acumulado dos últimos 12 meses avançou de 4,14% para 4,39%, ficando mais distante da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A meta central estabelecida para este ano é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Com isso, o índice segue próximo do limite máximo permitido.
Entre os fatores que continuam preocupando economistas estão os impactos do petróleo nos combustíveis e os efeitos climáticos previstos para os próximos meses. A possibilidade de ocorrência do fenôeno El Niño pode afetar a produção agrícola e elevar ainda mais os preços dos alimentos no segundo trimestre.
Mesmo com a desaceleração registrada em abril, especialistas avaliam que o consumidor ainda deve sentir pressão no bolso, principalmente em itens básicos do dia a dia.
O cenário mantém o mercado atento aos próximos passos da política econômica e às decisões sobre juros, já que a inflação elevada influencia diretamente as medidas adotadas pelo Banco Central.
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