Engenheiro de materiais defende campanhas permanentes de conscientização para mudar hábitos da população
Divulgação
A educação ambiental contínua é uma das principais ferramentas para aumentar a reciclagem e reduzir a poluição causada pelo descarte incorreto de resíduos. A avaliação é do engenheiro de materiais e consultor técnico do Sinplast-RS, Manoel Lisboa da Silva Neto, especialista em polímeros, economia circular e reciclagem. Conhecido por atuar na desmistificação do uso do plástico e defender o descarte correto dos materiais com base em evidências científicas, ele falou sobre o tema durante entrevista ao Grupo Hiper de Comunicação, dentro da campanha "Nem Tudo é Lixo".
Segundo o especialista, um dos maiores desafios é evitar que materiais recicláveis sejam descartados de forma inadequada e acabem em rios, ruas e outros locais impróprios. Além dos impactos ao meio ambiente, essa prática impede o reaproveitamento dos resíduos e aumenta a necessidade de extrair novos recursos da natureza. Para Manoel, o plástico continuará fazendo parte do cotidiano das pessoas e, por isso, é preciso conciliar seu uso com práticas corretas de descarte e reciclagem.
O engenheiro compara a necessidade de campanhas permanentes de educação ambiental com ações que marcaram gerações, como as que incentivaram o uso do cinto de segurança, a escovação dos dentes e a vacinação. Para ele, essas iniciativas provaram que é possível transformar hábitos quando a conscientização acontece de forma contínua. Ele também destacou a importância da coleta seletiva, já que materiais recicláveis misturados com resíduos orgânicos perdem qualidade e se tornam mais difíceis de reaproveitar.
Manoel Lisboa ainda defende que cada município desenvolva soluções de acordo com sua realidade, investindo em tecnologias e modelos de coleta adequados ao seu porte. Segundo ele, a construção de uma sociedade mais sustentável depende da união entre educação ambiental, legislação eficiente e inovação para ampliar o reaproveitamento dos resíduos.
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