Caso veio à tona na terça-feira, ganhou repercussão regional após divulgação de vídeo e foi detalhado em entrevista ao Jornal Hora Hiper nesta quarta-feira
Divulgação
Uma denúncia de suposta venda irregular de atestados médicos em Laguna veio a público nesta terça-feira, 6, após manifestação do empresário Patrik Paulino, proprietário de um supermercado no município. O caso ganhou repercussão regional com a divulgação de um vídeo que mostraria a emissão de um atestado médico sem avaliação em uma clínica particular da cidade. Nesta quarta-feira, 7, Patrick participou do Jornal Hora Hiper, da Rádio Hiper FM, para detalhar os fatos, a motivação da denúncia e os desdobramentos do caso.
Segundo o empresário, a suspeita teve início após a apresentação de um atestado médico por uma funcionária, com data de 24 de dezembro. Ao averiguar a veracidade do documento, Paulino afirmou ter constatado que, naquele dia, a clínica mencionada estaria fechada e que o médico responsável encontrava-se em viagem, o que levantou dúvidas sobre a emissão do atestado. Diante disso, ele decidiu aprofundar a apuração por conta própria antes de tornar o caso público.
De acordo com o relato, posteriormente uma pessoa ligada ao empresário esteve na clínica e solicitou diretamente um atestado médico. Conforme informado, o documento teria sido oferecido, mediante o pagamento de R$ 125, valor correspondente a meia consulta. O atestado já indicaria um diagnóstico identificado por um código CID. A sigla CID significa Classificação Internacional de Doenças, sistema adotado mundialmente para padronizar diagnósticos médicos e justificar afastamentos do trabalho. As imagens dessa abordagem foram gravadas e divulgadas, ampliando a repercussão do caso.
Após a divulgação do vídeo, Patrik Paulino registrou boletim de ocorrência, confirmou que foi chamado para prestar depoimento à Polícia Civil e formalizou denúncia junto ao Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina. Em nota enviada ao Portal Agora Laguna, o CRM e a funcionária citada no caso se manifestaram. O Conselho informou que tomou ciência da denúncia e que os fatos foram encaminhados à Corregedoria, responsável por iniciar a apuração por meio dos procedimentos competentes. Já a funcionária, por meio de advogado, divulgou nota de esclarecimento afirmando que não há qualquer elemento concreto que a vincule a irregularidades. A defesa ressaltou a presunção de boa-fé, a legalidade do atestado apresentado e pediu cautela na divulgação das informações, a fim de evitar julgamentos indevidos e exposição injusta de sua imagem, enquanto o caso segue sob investigação.
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