Com mais de uma década dedicada à dança fitness, Elen Souza conta como o movimento virou missão e por que cada sorriso de aluna vale mais do que qualquer palco
Divulgação: Redes Sociais
Este 29 de abril é o Dia Internacional da Dança, data criada em 1982 pelo Comitê Internacional da Dança da UNESCO. A escolha do dia não é por acaso: a data homenageia o nascimento do mestre francês Jean-Georges Noverre (1727-1810), conhecido por suas contribuições ao balé e pela obra "Lettres sur La Danse", que reformulou a forma de pensar e praticar essa arte. A comemoração busca valorizar profissionais da área e incentivar políticas públicas que garantam mais acesso à dança em escolas, projetos sociais e espaços culturais — e lembrar que essa é uma linguagem universal, capaz de transformar vidas. Em Tubarão, a professora Elen Souza é um exemplo vivo disso.
A história de Elen Souza com a dança começa na infância, entre palcos de festas juninas e festivais escolares em Tubarão. Desde cedo, ela já sabia que um dia teria seu próprio espaço. "Me tornei professora aqui pelo amor ao movimento em si. Minha missão sempre foi fazer com que as pessoas sentissem a mesma liberdade e alegria que eu sinto quando danço." Hoje, o trabalho de Elen se divide em duas frentes: a dança fitness, voltada à saúde e ao bem-estar, e as coreografias personalizadas para casamentos e festas de 15 anos. A procura pelo fitness é maior no dia a dia, já que os eventos têm caráter pontual."
O público de Elen é majoritariamente feminino, e ela acredita que as mulheres têm uma conexão especial com a expressão corporal. “A dança é uma linguagem milenar e universal. As mulheres se conectam muito com a expressão do corpo. Com certeza, a dança tem um valor imenso na autoestima e na socialização.”
Para manter o entusiasmo ao longo do ano, ela investe em aulas temáticas. “Fazemos aulas especiais de Carnaval, Festa Junina, Halloween e Outubro Rosa. É uma forma de trazer cultura e diversão para o treino.”
A fidelidade das alunas fala por si só: algumas estão com Elen há mais de 12 anos. “A dança contribui para a vida inteira. Além da alegria e de se sentirem lindas e confiantes, há benefícios claros na coordenação motora e na prevenção de doenças cognitivas, como o Alzheimer. Dançar é saúde para o corpo e para a mente.”
Quando perguntada sobre o momento mais marcante da carreira, Elen não cita prêmios nem grandes apresentações. Ela fala dos detalhes: a aluna que larga o copo d’água e volta correndo quando toca sua música favorita, a ex-aluna que retorna dizendo que sentiu saudade, a mensagem simples no fim da aula: “Que boa que foi sua aula hoje.”
A chegada das redes sociais também transformou o setor. Para Elen, plataformas como TikTok e Instagram trouxeram conexão e abriram espaço para todos os estilos. “Existem públicos para todos os gostos, desde as danças artísticas até as danças de salão. Eu escolhi as aulas coletivas voltadas ao fitness, unindo a técnica da dança ao condicionamento físico.”
Para quem ainda sente vergonha de dar o primeiro passo, a professora tem um recado direto: “Cada pessoa tem um jeito único de se movimentar e de ser. Não busque perfeição, busque felicidade.”
E no Dia Internacional da Dança, Elen deixa uma mensagem que carrega até um trocadilho especial: “O movimento cura. Então, dance! Permita-se transformar e veja a mudança que isso trará para a sua vida.”
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