Queda no preço pago ao produtor e aumento dos custos de produção pressionam a rentabilidade da atividade em Santa Catarina
Foto: ACCS
Celebrado nesta quinta-feira (24), o Dia do Suinocultor chega em um momento de preocupação para os produtores. Apesar de o Brasil registrar o melhor primeiro semestre da história nas exportações de carne suína, quem está nas granjas enfrenta dificuldades para manter a atividade devido à queda no preço do suíno vivo e ao aumento dos custos de produção.
Segundo a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o preço pago ao produtor atingiu o menor patamar real desde 2006. Em Santa Catarina, principal estado produtor e exportador do país, o custo médio de produção chegou a R$ 6,23 por quilo no início do mês, enquanto o suíno vivo era comercializado por cerca de R$ 5,05 o quilo, cenário que representa prejuízo para os criadores. Em Braço do Norte, a Bolsa de Suínos voltou a definir um preço de referência após sete semanas sem acordo, estabelecendo o valor mínimo de R$ 4,60 por quilo.
No mercado externo, o cenário é mais positivo. Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil exportou 794,2 mil toneladas de carne suína, um aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita também cresceu e alcançou US$ 1,859 bilhão, o melhor resultado já registrado para o primeiro semestre.
Mesmo com o desempenho histórico das exportações, representantes do setor afirmam que o avanço das vendas ao exterior ainda não compensou as perdas enfrentadas pelos produtores. No Dia do Suinocultor, além de homenagear quem atua na atividade, a data reforça a necessidade de medidas que garantam maior equilíbrio financeiro e sustentabilidade para a suinocultura brasileira.
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