Tráfico de pessoas movimenta mais de 230 bilhões de dólares em um mercado ilegal e criminoso
Foto: Portal Hora Hiper
Neste dia 30 de julho, foi celebrado o dia mundial de combate ao tráfico humano. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas para alertar o mundo sobre esse crime grave, que explora pessoas para trabalho escravo, exploração sexual ou fraudes cibernéticas.
Dom Adilson Pedro Busin, CS, bispo da Diocese de Tubarão e presidente da Comissão Episcopal Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB, falou com a reportagem do Grupo Hiper de Comunicação sobre o assunto. O bispo afirmou que a Igreja Católica não possui uma rede de enfrentamento contra o tráfico direto pela lei, embora cada nação tenha, em suas leis, duras penas para quem comete este tipo de crime e organismos que visam coibir o tráfico.
"Nós não temos uma rede de enfrentamento direto pela lei, porque é de cada país que assinou o protocolo. Por exemplo, ano passado, nós fizemos uma reunião com uma pessoa que já trabalhou no Brasil e que está na Itália, com o protocolo de Palermo, que foi aquele que os países se comprometeram a isso 26 anos atrás. Muitos, porém, com o tempo, foram saindo, infelizmente, achando que não deviam mais participar desse protocolo, que ele estabelece muito bem as penas. O enfrentamento com o corpo de todos os países, e isso quem faz, no sentido de enfrentamento, investigação, são os órgãos de segurança, nas mais variadas esferas de cada país", diz o bispo.
O bispo diocesano também comentou das redes presentes no Brasil e que trabalham para combater o tráfico de pessoas, como a rede Talitha Kum, que atua em 113 países e ajudou 1,2 milhão de pessoas no mundo todo em 2025.
"Então, tudo isso nós fazemos através de uma rede. Na igreja tem a rede Talitha Kum, que é formada por religiosas, irmãs, mulheres. As mulheres têm um papel grande nisso, porque, até pela abordagem elas conseguem mais. Infelizmente, quem mais pratica é o homem e quem mais é vítima são mulheres, e mulheres jovens, crianças, adolescentes. E o nosso trabalho aqui no Brasil, temos a rede Um Grito pela Vida, nós temos a rede Clamor, temos as congregações que trabalham com migrantes, que é a congregação Scalabriniana, feminina, masculina, e tantas (2:04) outras religiosas e religiosos", afirmou Dom Adilson.
Atualmente, mais de 50 milhões de pessoas no mundo vivem situações de escravidão moderna. Além disso, aproximadamente 236 bilhões de dólares são gerados ilegalmente por conta de tráfico de pessoas e exploração. Em números, 303.359 mulheres e meninas e 262.621 menores de 18 anos foram ajudados pela rede.
Confira a reportagem completa:
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