Tipo de equipamento e tempo de uso fazem grande diferença no consumo
Foto: Divulgação
Com o frio intenso que tomou conta do Sul do país nas últimas semanas, os aquecedores portáteis viraram companhia constante em casas e apartamentos. Mas pouca gente para para calcular o quanto esse conforto vai custar na próxima fatura de energia. Os números podem surpreender.
Quanto cada aquecedor consome
O consumo depende da potência do equipamento e do tempo de uso. Para ter uma ideia prática, considerando a tarifa média de energia no Brasil em torno de R$ 0,75 por quilowatt-hora (kWh):
O aquecedor cerâmico, um dos mais comuns e baratos no mercado, costuma ter potência entre 1.000 e 2.000 watts. Ligado por 8 horas por dia durante um mês, um modelo de 1.500W pode adicionar entre R$ 90 e R$ 180 à conta de luz.
O aquecedor a óleo, conhecido por manter o calor por mais tempo mesmo depois de desligado, tem potência similar, entre 1.000 e 2.000W, mas tende a ser usado por menos horas seguidas, o que pode representar uma economia no consumo total.
O aquecedor infravermelho, geralmente entre 400 e 1.500W, aquece de forma direcional e pode ser uma opção mais econômica para quem quer aquecer apenas um ponto específico do ambiente.
O ar-condicionado no modo quente costuma ser o mais eficiente energeticamente, pois usa tecnologia de troca de calor, e não resistência elétrica, para aquecer o ambiente. Mesmo com potência aparente semelhante, o consumo real tende a ser menor.
O chuveiro elétrico, embora não seja um aquecedor de ambiente, também merece atenção: com potência entre 4.000 e 7.500W, um banho mais longo no inverno pode consumir mais energia do que horas de aquecedor ligado.
Como reduzir o consumo sem passar frio
Algumas medidas simples ajudam a usar o aquecedor de forma mais econômica. Fechar portas e janelas do ambiente que se quer aquecer reduz significativamente o tempo necessário de funcionamento.
Usar o aquecedor em potência mais baixa por mais tempo costuma ser mais eficiente do que ligar na potência máxima por períodos curtos. Combinar o aquecedor com cobertores e roupas adequadas também alivia o trabalho do equipamento.
Os cuidados que os bombeiros recomendam
O aumento no uso de aquecedores no inverno também preocupa o Corpo de Bombeiros, que registra um crescimento nos atendimentos a incêndios causados por equipamentos elétricos nessa época do ano.
As principais orientações são nunca improvisar extensões elétricas ou ligar o aquecedor em tomadas sobrecarregadas com outros equipamentos. Cada aquecedor deve, idealmente, ter uma tomada exclusiva. Manter o equipamento afastado de cortinas, roupas, cobertores e qualquer material inflamável é essencial, pois o calor irradiado pode ser suficiente para causar um incêndio mesmo sem contato direto.
Nunca deixar o aquecedor ligado sem supervisão, principalmente durante o sono, é outro cuidado fundamental. O mesmo vale para crianças e animais domésticos, que devem ser mantidos afastados do equipamento.
Ambientes com aquecedor precisam ter alguma ventilação, mesmo que mínima, para evitar o acúmulo de ar seco e reduzir o risco de problemas respiratórios. E antes de guardar o equipamento ao final do inverno, ele deve ser desligado, frio e limpo para evitar acúmulo de poeira, que pode pegar fogo na próxima vez que for ligado.
Em caso de incêndio ou emergência, acione o Corpo de Bombeiros pelo número 193.
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